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28/09/2019 - 13:30 - 15:00
EO-31A - GT 31 - Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional - SSAN e os povos e comunidades tradicionais: concepções e experiências em diálogo com o SISAN

29200 - SABERES E PRÁTICAS ALIMENTARES PARA O CONTROLE DA HIPERTENSÃO ARTERIAL
PRISCILA DE BRITO WELTER - UNIGRAN CAPITAL, EVERTON FERREIA LEMOS - UNIGRAN CAPITAL


Resumo
No campo da alimentação, há um sistema de valores, de símbolos e significados que estão associados à dimensão do comer. O presente trabalho tem como objetivo conhecer a produção científica sobre os saberes e as práticas alimentares de hipertensos brasileiros. Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, do tipo revisão integrativa. Nossos achados identificaram 16 estudos sobre Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), que foram classificados em três categorias, sendo: “práticas alimentares de hipertensos”; “saberes e preferências alimentares”; e “o comer e a doença”. Verificou-se neste estudo, a existência de mudanças de práticas alimentares após o diagnóstico da doença.

Palavras-chave: Práticas alimentares, Hipertensão, saberes.

INTRODUÇÃO
As transições demográfica, nutricional e epidemiológica ocorridas no século passado determinaram um perfil de risco em que doenças crônicas como o diabetes e a hipertensão assumiram ônus crescente e preocupante. Ambas são condições prevalentes e importantes problemas de saúde pública em todos os países, independentemente de seu grau de desenvolvimento (TOSCANO et al., 2004).
No campo da alimentação, é possível destacar que o comer é um ato complexo e não significa apenas a ingestão de nutrientes, mas envolve também valores culturais específicos. Há um sistema de valores, de símbolos e significados que estão associados à dimensão do comer e que precisam ser compreendidos pelos profissionais de saúde, para melhor desenvolver as ações com pacientes submetidos a restrições alimentares.
Nesta perspectiva, o presente estudo teve por objetivo conhecer a produção científica sobre os saberes e as práticas alimentares de hipertensos brasileiros.

MATERIAL E MÉTODOS
Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, do tipo revisão integrativa. O presente estudo visa conhecer a produção científica sobre Saberes e práticas alimentares de Hipertensos brasileiros, nos últimos anos.
A formulação e identificação do problema de pesquisa se deram por meio da indagação dos pesquisadores, tendo como partida levantar os saberes e as práticas alimentares de pessoas com diagnóstico de Hipertensão Arterial. Dada a pergunta norteadora: O processo de adoecimento influência nos saberes e nas práticas alimentares?
Com relação à busca e amostragem na literatura, foram primeiramente identificados os descritores, junto a base de dados da Biblioteca Virtual de Saúde (Descritores de Ciências da Saude – DeCs), a saber: Alimentação, Hipertenso, prática alimentar.
Para a realização das coletas de dados, foi estabelecida as bases dados eletrônicos da Scielo (Scientific Eletronic Library Online) e Pubmed. Após as coletas, foi realizada a leitura exploratória para sistematização dos textos e escolha para análise.

RESULTADOS E DISCUSSÕES
Nossos achados identificaram 16 estudos sobre Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), que foram classificados em três categorias, sendo: “práticas alimentares de hipertensos”; “saberes e preferências alimentares”; e “o comer e a doença”.
Verificou-se neste estudo, a existência de mudanças de práticas alimentares após o diagnóstico da doença. Embora, destacam que o controle da HAS exige fatores intrínseco e extrínseco, tais como negação da doença, teimosia, compulsão e negligência, além da dificuldade de acesso ao alimento integral.

CONCLUSÕES
As representações que as pessoas elaboram acerca de sua doença intervêm nas escolhas alimentares em função do tipo de tratamento que se busca, na maneira de comer e no seguimento das recomendações prescritas pelos profissionais. Assim, torna-se fundamental que os profissionais de saúde conheçam tais representações, a fim de desenvolver ações mais eficazes no controle das doenças crônicas.

REFERÊNCIAS
BLOOM, CET, JANÉ-LLOPIS E, ABRAHAMS-GESSEL S, BLOOM LR, FATHIMA S, et al. The global economic burden of non-communicable diseases: report by the World
Economic Forum and the Harvard School of Public Health. Geneva: World Economic Forum; 2011. 47 p. [accessed 30 may 2012]. Available fromhttp://www3.weforum.org/docs/WEF_Harvard_HE_GlobalEconomicBurdenNonCommunicableDiseases_011.pdf/.
CANESQUI, A.M. & GARCIA, R.W.D. Antropologia e nutrição: um diálogo possível. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2005. p. 23-47.
DaMATTA, R. O que faz o Brasil, Brasil Rio de Janeiro: Rocco, 1986.
OMS. World Health Organization. Health topics: Chronic diseases. Geneva: World Health Organization; 2013. [accessed 20 apr. 2012]. Available from http://www.who.int/topics/chronic_diseases/en/
REMEM, R.N. Uma maneira saudável de ter uma doença. In: O paciente como ser humano. São Paulo: Summus, 1993. Cap.3, p. 99-127.
TOSCANO, Cristiana M. As campanhas nacionais para detecção das doenças crônicas não-transmissíveis: diabetes e hipertensão arterial. Ciênc. saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 9, n. 4, p. 885-895, Dec. 2004.

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