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Grupos Temáticos

29/09/2019 - 15:00 - 16:30
CB-16B - GT 16 - Experiências e políticas de saúde reprodutiva

31437 - AVALIANDO O ENFERMEIRO PARA O ATENDIMENTO EQUÂNIME DOS JOVENS LGBTQI+: O QUE TEMOS FEITO, O QUE PRETENDEMOS FAZER
IVNA LIRIEL GUEDES DA SILVA - UFCG, ISABELLE GUEDES DA SILVA - UEPB, ABIGAIL VICTÓRIA DE SOUSA BIRÓ - UFCG, LÍNCON RUAN DA SILVA - UFCG, JADE DE OLIVEIRA E MELLO - UEPB, CAROLINE SANTOS CAVANTE - UEPB, JOSENILDA GUEDES DA SILVA - UEPB


INTRODUÇÃO: A adolescência é a fase de mudanças físicas, psicológicas e ampliação da interação social, moldando o indivíduo como ser social, sendo as descobertas mediadoras desse processo, a exemplo da inserção em práticas sexuais que além da necessidade de reconhecimento da anatomia e identidade sexual fundamenta a construção de uma boa relação no seio social. A saúde na perspectiva dos determinantes sociais é uma “via de mão dupla”, pois ao compreender o sujeito em seu lugar social também o constitui quando o orienta e assiste. Ao tratar dessa temática exige-se uma educação permanente ou continuada haja vista as mudanças atuais que tem dado fôlego aos diversos grupos e suas organizações, significações e representações. Entretanto, verifica-se a carência dos serviços de saúde sexual quanto a atuação do profissional de enfermagem no atendimento do grupo, demonstrando a falta de preparo do enfermeiro sobre as questões multiculturais relacionadas ao grupo LGBTQI+, sofrendo com influências heteronormativas da sociedade, questões do tabu e preconceito, considerando a sexualidade do jovem como pejorativa, resultando no pouco conhecimento do púbere quando Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s), gravidez precoce, violência sexual além da necessidade de uma autoavaliação sobre sua formação. OBJETIVOS: Analisar a contribuição do profissional de enfermagem no atendimento de LGBTQI+ relacionado a Saúde Sexual. METODOLOGIA: Este é um estudo exploratório, descritivo do tipo revisão bibliográfica. Utilizamos como fonte de dados a Biblioteca Virtual de Saúde, com o descritor:Educação Sexual LGBT, e o filtro: Minorias Sexuais e de Gênero e Adolescentes, sendo encontrados cinco artigos. Entre os critérios de inclusão artigos publicados entre os anos de 2015 à 2018. RESULTADOS E DISCUSSÕES: O enfermeiro nos processos de desenvolvimento do indivíduo é um profissional fundamental para o fortalecimento de direitos de saúde, sociais, políticos dada sua atuação transformadora para o empoderamento de uma população considerada minoria. Os dados coletados sinalizam que ocorre repressão da saúde sexual dos adolescentes principalmente em questão da criminalização percebida pela conduta sexual consensual entre parceiros do mesmo sexo, o enfermeiro também se sente desconfortável em prestar apoio ao indivíduo por questões pessoais ou religiosas, além da falta de conhecimento sobre o assunto, apesar de terem uma atitude positiva aos adolescentes que formam essa comunidade. A linguagem utilizada impede uma relação interpessoal entre paciente e profissional de saúde é outra barreira exposta, existe a falta de inclusão no questionário sobre relacionamentos LGBTQI+, causando deficiência no cuidado equitativo. Essa carência na relação se dá por falta de confiança em atendimento de indivíduos do mesmo sexo. Além disso, intervenções educacionais nessas comunidades podem aumentar o conhecimento e demonstrar maior atenção aos LGBTQI+, mostrando que um treinamento multidisciplinar implica em maior experiência na comunidade fornecida. A vivência na educação em saúde nas escolas, que possuem grande número de jovens, possui um espaço de participação e diálogo, promovendo a saúde de forma integral e cidadã dos adolescentes, suprimindo a marginalização, e implicando na adesão social. CONCLUSÃO: O enfermeiro apresenta o despreparo quanto às abordagens culturais distintas e insuficiência nas questões de gênero tendo como consequência a falta de qualidade no cuidado a populações vulneráveis, como jovens LGBTQI+, despreparados para lidar com a saúde sexual em formação em uma sociedade heteronormativa. A equipe sem domínio cultural e clínico para atender pode realizar julgamento e observações impróprias que influenciam no tratamento negativo, tornando a enfermagem que trata os adolescentes de minorias sexuais deficitária. É preciso investir em formações continuadas e permanentes sobre as políticas em vigor e os direitos a essa população, desde o mais simples, como ter o nome social respeitado, até a garantia da realização do exame citopatológico do colo do útero para mulheres lésbicas, por exemplo.

local do evento

Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Campus Central

A Universidade Federal da Paraíba é reconhecida pela sua excelência no ensino e em pesquisas tecnológicas e, atualmente, encontra-se entre as melhores Universidades da América Latina.

Campus I - Lot. Cidade Universitaria, João Pessoa - PB, 58051-900