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30/09/2019 - 13:30 - 15:00
EO-1D - GT 1 - Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas: Formação Crítica, Participação Social e Vigilância Popular

30316 - PLANEJAMENTO PARTICIPATIVO DO ESPAÇO EKOBÉ – UMA PROPOSTA DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE
ANTONIO EDVAN FLORÊNCIO - SMS FORTALEZA, MAYANA DE AZEVEDO DANTAS - ANEPS, ANTONIO EDILSON DE OLIVEIRA DA SILVA - SMS FORTALEZA, VERA LÚCIA DE AZEVEDO DANTAS - SMS FORTALEZA


O Ekobé, protagonizado pelos movimentos que fazem a ANEPS, é uma referência na articulação entre cuidado, formação e organização popular, sendo reconhecido pela UECE como Laboratório de Educação Popular, Cuidado e Cultura. As ações do Ekobé partiram de vivências, oficinas e cursos propostos pelos movimentos populares. A educação popular atravessa todas as ações do espaço, inserindo a arte e a cultura como base para suas ações de cuidado e formação. Em seu diálogo com as Cirandas da Vida, o Ekobé tem desenvolvido ações junto aos serviços de saúde de Fortaleza, como cuidado e formação com trabalhadores, gestores e usuários do SUS, que têm se pautado principalmente na inserção das práticas integrativas e populares de cuidado nesses serviços. Este diálogo expande-se a outros setores em nível nacional, como instituições de ensino e ONG´s. Tem sido importante ao fortalecimento da organização popular, constituindo-se como principal espaço da ANEPS no estado do Ceará. As ações do espaço têm se baseado na co-responsabilização e na solidariedade, construindo relações além do dinheiro e evidenciando a possibilidade de mudanças na realidade a partir de parcerias. Inclui os sujeitos que fazem os movimentos que o constituem e acolhem outros. Assim, vai se constituindo também como movimento social ao articular uma rede de micro-movimentos que buscam transformar a vida social e as políticas gerais, fortalecendo a participação da sociedade civil na sociedade política (1). Como cuidadores e educadores do Ekobé, temos experienciado, vivências culturais, artísticas e práticas integrativas e populares de cuidado com base na educação popular em saúde para produção de cuidados. Nossa inserção no Curso de Especialização e Aperfeiçoamento em Promoção e Vigilância em Saúde, Ambiente e Trabalho da Fiocruz motivou-nos a desenvolver um projeto de intervenção cujo objeto referiu-se ao planejamento participativo como estratégia de educação permanente dos cuidadores no contexto das ações do Ekobé. O projeto foi construído a partir das nossas inquietações acerca da forma como vem se dando a escuta das pessoas, o processo de gestão e a formação dos cuidadores. Como estratégia central, propusemos a realização de um planejamento participativo, como estratégia de educação permanente dos cuidadores do Espaço Ekobé que se configurou num curso de 20 horas a ser certificado pela FIOCRUZ. O planejamento constituiu-se de cinco momentos: Apresentação da proposta e construção de pactos; Discussão e planejamento das estratégias de gestão participativa do espaço; Discussão sobre o papel da escuta nas ações do Ekobé e proposições para fortalecê-la; Discussão sobre as necessidades de educação permanente e potencialidades para supri-las; Construção das sínteses e do novo calendário de cuidado e formação e avaliação do processo. O planejamento se constituiu de forma participativa. O convite foi aberto a todos os cuidadores. Para a realização dos diversos momentos, foram trabalhadas metodologias pautadas na educação popular, como Feira do Soma-sempre, círculos de cultura e oficina. Os encontros se deram de março a junho de 2018. Objetivamos com este relato analisar de forma crítica o processo de construção e participação do planejamento do Espaço Ekobé. Realizamos cinco encontros que tiveram, em média, 21 pessoas, entre cuidadores, parceiros, representantes da UECE, pessoas cuidadas e visitantes. As discussões acerca da gestão, escuta e educação permanente geraram propostas diversas distribuídas em cinco temas. 1. Gestão coletiva: reativamos o coletivo gestor, demos continuidade ao processo de institucionalização do espaço enquanto laboratório, reafirmamos as parcerias para a realização de mutirões organizativos. 2. Comunicação: Revitalizamos o flanelógrafo e consolidamos os contatos dos cuidadores em grupos virtuais. 3. Gestão do cuidado: definição de um cuidador responsável pela organização do cuidado. 4. Escuta: foram criados um roteiro para orientar os cuidadores antes, durante e após o cuidado; diretrizes de organização, baseadas no diálogo entre o cuidador e a pessoa cuidada; o cuidado ao cuidador. 5. Educação permanente: construção coletiva de saberes, trabalhar a humildade, encontros posteriores às formações, sendo ressaltada a potência da educação popular como princípio do espaço. No último encontro construímos o calendário de atividade do espaço e definimos os membros do Coletivo Gestor. Apesar do direcionamento aos cuidadores, acabamos contando também com pessoas cuidadas, parceiros, representantes de instituições e interessados/as em ingressar como cuidadores. Ao mesmo tempo em que foi potente, por fortalecer o diálogo entre cuidado e formação, a rotatividade destas pessoas fragilizou o processo. Alguns encontros tornaram-se repetitivos e com dificuldades em dar encaminhamento às discussões. Apesar disso, possibilitaram o fortalecimento do vínculo entre cuidadores, destes com as pessoas cuidadas e a rearticulação política com os parceiros.

local do evento

Universidade Federal da Paraíba (UFPB)

Campus Central

A Universidade Federal da Paraíba é reconhecida pela sua excelência no ensino e em pesquisas tecnológicas e, atualmente, encontra-se entre as melhores Universidades da América Latina.

Campus I - Lot. Cidade Universitaria, João Pessoa - PB, 58051-900