09/10/2017 - 13:45 - 14:40 Apresentações |
17073 - DOENÇA MENINGOCÓCICA: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E FATORES ASSOCIADOS À LETALIDADE JENNYFER ETIENE SOUZA PEREIRA - CURSO DE GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE SERVIÇOS DE SAÚDE, ESCOLA DE ENFERMAGEM DA UFMG, ANTÔNIO IGNÁCIO DE LOYOLA FILHO - DEPARTAMENTO DE ENFERMAGEM APLICADA, ESCOLA DE ENFERMAGEM DA UFMG
Objetivo: Descrever o perfil epidemiológico dos casos de Doença Meningocócica em Minas Gerais, entre 2011 e 2015.
Métodos: As variáveis utilizadas foram sexo, idade, raça/ cor da pele, zona de habitação, histórico de hospitalização, se o caso veio a óbito e o ano-calendário em que ocorreu. Foram calculadas as taxas de incidência e letalidade anual. A comparação dos casos em relação à ocorrência ou não de óbitos foi feita por meio de análise univariada, utilizando-se o teste do qui-quadrado de Pearson, com nível de significância de 5%.
Resultados: Predominaram indivíduos do sexo masculino, pele não branca; a faixa etária mais comum foi 20-59 anos, residentes da zona urbana e apenas 2,9% não foram hospitalizados. Praticamente um em cada quatro casos (24,7%) evoluiu para óbito. A taxa de incidência apresentou uma tendência de queda e a média foi de 0,6/100.000 habitantes/ ano. A taxa de letalidade teve um valor médio de 25,2%, apresentando uma queda entre 2012 e 2013 e uma tendência de crescimento nos anos posteriores. Os óbitos foram mais frequentes entre os casos do sexo feminino, não branco, com idade igual ou superior a 60 anos, que não foram hospitalizados e apresentaram os primeiros sintomas em 2015. A análise univariada mostrou que o histórico de hospitalização (p<0,001) e o ano de início dos sintomas (p=0,016) apresentaram-se significativamente associados à letalidade.
Conclusões: Houve uma diminuição da incidência concomitante ao aumento da letalidade. A não hospitalização e o ano de ocorrência foram características importantes para explicar a letalidade pela doença.
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