11/10/2017 - 13:35 - 14:15 Apresentações |
16202 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DA LEPTOSPIROSE EM 51 MUNICÍPIOS PRIORITÁRIOS DE SANTA CATARINA, BR MIRIAM SANT‘ANNA GHAZZI - DIVE/SES/SC, IVANIA DA COSTA FOLSTER - DIVE/SES/SC
A leptospirose em Santa Catarina, é endêmica, como em todo Brasil. Às chuvas, associam-se aumento de casos e surtos regionalizados. Mundialmente associada à atividade laboral, no Brasil a maioria dos casos ainda ocorre entre pessoas que vivem ou trabalham em condições sanitárias inadequadas e expostas à urina de roedores. Objetivos: identificar os fatores condicionantes e determinantes da leptospirose em municípios catarinenses com alta incidência da doença. Metodologia: foram levantados dados socioeconômicos e epidemiológicos no período de 2010 a 2013 a partir de registros do SINAN. Dados de saneamento público foram obtidos em tabnet.datasus.gov.br e Censo Demográfico (IBGE/2010). Resultados: a análise revelou 51 municípios prioritários (incidência superior à média de SC), com 814 casos de maioria masculina na faixa etária de 20-34, apresentando ensino médio completo e 12 óbitos (letalidade 1,47%). A maior concentração dos casos ocorreu em janeiro, com predominância de área urbana (61,2%), LPI associada a área rural (46,1%) e atividade agropecuária (30,5%). As exposições a “local com sinal de roedores” (64,1%) e “criação de animais” (41,8%) sobrepõem-se a “água/lama de enchente” (37%). As instalações sanitárias (fossa e esgoto 95,5%) e coleta de lixo municipal (89,9%) apresentaram índices elevados por domicílio. Conclusão: O inquérito demonstrou a maioria dos casos nos 51 municípios, não associados à extrema pobreza ou baixos índices de ensino e condições de saneamento inadequadas, como em grandes cidades. Sugere-se que o risco de contrair a doença nestes municípios esteja mais associado a outros fatores, como exposição a atividades de agropecuária, do que com as chuvas sazonais.
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