11/10/2017 - 13:35 - 14:15 Apresentações |
17399 - IMAGEM CORPORAL, PERCEPÇÃO DO ESTADO DE SAÚDE E QUALIDADE DA ALIMENTAÇÃO EM UNIVERSITÁRIOS FLÁVIA DA SILVA TAQUES VIEIRA - UFMT, PAULO ROGÉRIO MELO RODRIGUES - UFMT, GIZELLE ANDRÊA LIMA MOTA - UFMT, ANA PAULA MURARO - UFMT, MÁRCIA GONÇALVES FERREIRA - UFMT
Objetivo: estimar a associação da imagem corporal com a autopercepção do estado de saúde e da qualidade da alimentação em universitários. Métodos: estudo transversal com ingressantes nos cursos de período integral em uma universidade pública de Cuiabá, Mato Grosso. Os dados foram coletados por meio de questionário autoaplicado. A satisfação/insatisfação com a imagem corporal foi identificada pela utilização da escala de Stunkard, considerando-se a diferença entre a figura atual e a ideal. A autopercepção do estado de saúde e da qualidade da alimentação foram classificadas em: bom(a), regular e ruim. Modelos logísticos multinomiais foram utilizados para estimar a associação entre a insatisfação com a imagem corporal e as variáveis dependentes, ajustados por sexo, idade e classe econômica. Resultados: a prevalência da insatisfação com a imagem corporal foi de 75,2%, sem diferença significativa entre os sexos (p=0,89). A autopercepção do estado de saúde foi classificada como ruim por 10,9% dos participantes e a qualidade da alimentação obteve essa mesma classificação para 17,2% deles. Comparados aos satisfeitos, os universitários insatisfeitos com a imagem corporal apresentaram 3,3 vezes mais chance de classificarem sua alimentação como ruim (OR=4,32; IC95%= 1,95-9,63), o dobro de chance de perceber o seu estado de saúde como regular (OR=2,09; IC95%=1,32-3,31) e seis vezes mais chance de classificar seu estado de saúde como ruim (OR=7,23; IC95%=2,43-21,49). Conclusão: universitários insatisfeitos com a imagem corporal apresentaram maior chance de classificar desfavoravelmente o seu estado de saúde e a qualidade da alimentação.
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