11/10/2017 - 13:35 - 14:15 Apresentações |
17765 - POLIFARMÁCIA EM IDOSOS E A ASSOCIAÇÃO COM DOENÇAS CRÔNICAS E PERDAS FUNCIONAIS ANA CLAUDIA COSTA MERCADANTE - HU/UNIFESP, SUELI MIYUKI YAMAUTI - HU/UNIFESP, SOLANGE ANDREONI - UNIFESP, LUIZ ROBERTO RAMOS - UNIFESP
Objetivo: Identificar os fatores associados à realização da polifarmácia por idosos. Método: Estudo de corte transversal, baseado na coorte populacional com idosos iniciada em 2006 (Projeto EPIDOSO) no Município de São Paulo. Foram utilizados os dados provenientes dos questionários: Avaliação Geriátrica Ampla de 1002 participantes. Os dados foram tabelados em programa Excel 2003® e as análises estatísticas realizadas usando o Programa SPSS versão 20.0. Elaborou-se modelos de regressão logística para avaliar a associação entre a prática de polifarmácia (uso de 5 ou mais medicamentos) e as variáveis independentes: idade, sexo, estado conjugal, escolaridade, renda, atividade remunerada, número de doenças referidas, hospitalizações e atividades de vida diária. Resultados: Identificou-se que os fatores associados com a polifarmácia são: sexo feminino (OR 1,42; IC 95% 1,06-1,91); não exercer atividade remunerada (OR 2,06; IC 95% 1,47-2,89); ter 4 a 7 doenças (OR 3,57; IC 95% 1,74-7,32), ter 7 ou mais atividades de vida diária comprometidas (OR 1,82; IC 95% 1,23-2,69). Conclusões: As doenças ou agravos à saúde e a incapacidade em exercer várias atividades de vida diária fazem com que idosos nestas condições necessitem de farmacoterapia com mais de 5 fármacos. Principalmente, nestes casos, é importante uma abordagem multiprofissional com ações integradas e humanizadas, incluindo o uso racional de medicamentos, como o monitoramento para a polifarmácia.
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