11/10/2017 - 13:35 - 14:15 Apresentações |
18637 - USO DA TERAPIA ANTIRRETROVIRAL ENTRE PACIENTES COM COINFECÇÃO TB-HIV NO BRASIL KLEYDSON BONFIM ANDRADE - CGPNCT/SVS/MS, ANDREA DE PAULA LOBO - CGPNCT/SVS/MS, DANIELE MARIA PELISSARI - CGPNCT/SVS/MS, PATRÍCIA OLIVEIRA BARTHOLOMAY - CGPNCT/SVS/MS, MARLI SOUZA ROCHA - CGPNCT/SVS/MS, FERNANDA DOCKHORN COSTA - CGPNCT/SVS/MS, DENISE ARAKAKI-SANCHÉZ - CGPNCT/SVS/MS
Objetivos: comparar os desfechos de tratamento de pacientes com coinfecção TB/HIV em uso de terapia antirretroviral (TARV) daqueles com coinfecção sem uso do TARV, no Brasil, nos anos de 2014 a 2016. Métodos: foi desenvolvido um estudo descritivo de corte transversal. Os dados foram obtidos por meio de um linkage probabilístico entre as bases do Sistema de Informação de Agravos de Notificação - Sinan (2011-2014) e a utilizada pelo Departamento de IST, Aids e Hepatites virais (DIAHV), composta por todos os casos de HIV e aids registrados no Sinan, SIM, SISCEL e SICLOM. Resultados: nos anos em estudo, foram registrados 29.490 casos novos de tuberculose com coinfecção TB-HIV no Sinan. Desses, 19.243 foram linkados à base de dados consolidada do DIAHV, e desse total, 8.236 (42,8%) estavam em uso da TARV. Casos novos apresentam percentual ligeiramente superior de TARV quando comparado aos casos de retratamentos. No que diz respeito aos desfechos dos casos, tem-se que entre os pacientes em uso da TARV, a cura foi de 59%, abandono 13,5% e óbito 16,5%. Entre os pacientes sem o uso da TARV, esses resultados foram de 44%, 16,5%, 26,4%, respectivamente. Conclusões: os resultados mostram que os indicadores estão aquém das metas estabelecidas pela OMS, e a diferença nas proporções nos desfechos entre pacientes em TARV e não-TARV endossam o fator protetor da terapia, o que corrobora com as recomendações internacionais de uso universal do TARV em pacientes coinfectados como medida para redução dos desfechos desfavoráveis.
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