11/10/2017 - 13:35 - 14:15 Apresentações |
18699 - LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA: UMA DOENÇA NEGLIGENCIADA QUE PERMANECE COM INCIDÊNCIA ELEVADA. MARIA JACIREMA FERREIRA GONÇALVES - FIOCRUZ. UFAM., GIOVANA DA COSTA TELES - UFAM, ALINE PINHEIRO VIDAL - UFAM
Objetivo. Descrever a epidemiologia e identificar seu padrão de sazonalidade e os fatores associados ao sexo e a autoctonia dos casos de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) no Amazonas, 2001 a 2014.
Métodos. Estudo ecológico das notificação da LTA no Amazonas, por sexo, autoctonia e zona de moradia. As associações foram testadas pelo qui-quadrado de Pearson, considerando significância menor que 5%. O padrão de sazonalidade é avaliado na análise temporal.
Resultados. No período de 2001 a 2014 houve 26.683 notificações de casos novos de LTA no Amazonas (taxa média de incidência: 89 casos por 100 mil habitantes, DP=230), permanecendo estável ao longo do período, sem um padrão claro de sazonalidade. A forma cutânea é predominante (96%), sem diferença entre os sexos. A cura foi 64% e o abandono foi 13%. Somente 8% dos casos encerraram tratamento em até 30 dias. O predomínio de casos em homens (80%), diminuindo abaixo de 15. Entre 20 a 29 anos ocorre 1/3 dos casos. A escolaridade é baixa, com até 7 anos de estudo (75%), sem diferença entre os sexos. Observa-se autoctonia na maioria (70%), com diferença por zona de moradia.
Conclusão. Não se evidencia um padrão de sazonalidade para LTA, o que nos leva a pensar que se relaciona ao comportamento das pessoas. A elevada autoctonia indica infecção próxima das moradias, o que pode ser um indicador de desflorestamento do entorno das cidades, assim como do movimento das pessoas, já que a maior parte dos casos autóctones são de moradores de área rural.
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