11/10/2017 - 13:35 - 14:15 Apresentações |
19048 - PREVALÊNCIA DE PAPILOMAVÍRUS HUMANO NO BRASIL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E METANÁLISE VERONICA COLPANI - HOSPITAL MOINHOS DE VENTOS, AUGUSTO BIDINOTTO - PPG EM EPIDEMIOLOGIA UFRGS, MAICON FALAVIGNA - HOSPITAL MOINHOS DE VENTOS, SILVANA GIOZZA - MINISTÉRIO DA SAÚDE, ADELE BENZAKEN - DEPARTMENTO DE DSTS/AIDS E HEPATIES VIRAIS. MINISTÉRIO DA SAÚDE (BRASIL), CRISTINA PIMENTA - DEPARTMENTO DE DSTS/AIDS E HEPATIES VIRAIS. MINISTÉRIO DA SAÚDE (BRASIL), ANA GORETTI MARANHÃO - PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES / MINISTÉRIO DA SAÚDE (BRASIL), CARLA DOMINGUES - PROGRAMA NACIONAL DE IMUNIZAÇÕES / MINISTÉRIO DA SAÚDE (BRASIL), LUCIANO HAMMES - HOSPITAL MOINHOS DE VENTOS, ELIANA MARCIA WENDLAND - HOSPITAL MOINHOS DE VENTOS
Introdução: A infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV) é a infeção sexualmente transmissível mais frequente. No Brasil, comparar regiões menos desenvolvidas com áreas mais populosas pode mostrar uma variação geográfica da prevalência do HPV. Objetivos: Avaliar a prevalência de HPV genital, anal e oral na população de baixo risco no Brasil.
Métodos: Uma busca eletrônica estruturada foi realizada no EMBASE, LILACS, MEDLINE, Web of Science, Scielo, literatura cinza e CAPES. A escolha dos artigos foi realizada de maneira independente por dois revisores, sendo as discordâncias resolvidas através de consenso com um terceiro revisor. Não foram aplicadas restrições de gênero, idade, idioma ou data. A avaliação do risco de vieses foi realizada através do NIH ‘Quality Assessment Tool. Foi realizada uma metanálise com modelo de efeitos aleatórios e a heterogeneidade foi avaliada através de χ2 e I2. A prevalência de HPV foi estratificada por área geográfica.
Resultados: Dos 1.292 estudos encontrados, 108 foram elegíveis. 80% dos artigos usaram PCR e 42% foram realizados na região Sudeste. A prevalência combinada de HPV foi de 25,6% (IC95% 22,71-28,73) na cérvix, 44% (IC95% 25,89-63,85) no pênis, 25% (IC95% 8,49-53,11) na região anal e 11% (IC95% 5,42-21,76) na região oral. A região nordeste apresentou a maior prevalência de HPV cervical, anal e oral e o Sul, de pênis.
Conclusões: A prevalência de HPV varia entre os estudos, regiões geográficas e região do corpo. Os estudos sobre HPV são desenvolvidos principalmente para avaliar a região cervical e não há estudos envolvendo todas as regiões do Brasil.
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