11/10/2017 - 13:35 - 14:15 Apresentações |
20848 - RASTREAMENTO E MORTALIDADE POR CÂNCER DE COLO UTERINO NO BRASIL, 2006-14. GABRIELLE DIOGO MELO - UFRJ, HENRIQUE DE CASTRO RODRIGUES - UFRJ, MARIA DE FÁTIMA DIAS GAUI - UFRJ, MARIA STELLA DE CASTRO LOBO - UFRJ
Objetivo
O objetivo do foi avaliar associação entre rastreamento e mortalidade por câncer de colo uterino no Brasil, de 2006 a 2014.
Metodologia
Estudo ecológico, analítico e misto. Dados sobre procedimentos, óbitos e populações obtidos no DATASUS/MS. As unidades de análise foram os estados federados entre 2006 a 2014 – modelo misto combina-se tempo e espaço. Calculadas razão de rastreamento citopatológico (proxy de cobertura) e taxa de mortalidade por câncer uterino. Realizada análise bivariada e estimados coeficientes linear e angular por regressão linear simples entre razão de rastreamento (variável independente) e taxa de mortalidade (variável dependente). Análise dos dados com Stata 10.0 (STATACORP, 2007).
Resultados
No período, observadas médias nacionais de 7.359.152 procedimentos/ano e 49.571.944 mulheres/ano (25 a 64 anos) – proxy médio de cobertura de 44,9%. Tendência temporal de decréscimo cobertura de rastreamento (52,4% a 40,3%) e de aumento na taxa de mortalidade (4,9 a 5,3/100.000). Coberturas homogêneas nas regiões. Piores taxas de mortalidade foram observadas na região norte (6,4 a 8,9/100.000) em todos os anos. O modelo de regressão demonstrou correlação negativa entre cobertura de rastreamento e taxa de mortalidade: coeficiente linear de 6,4 (IC: 5,8 a 7,1; p<0,05) e coeficiente angular de -1,3 (-2,5 a -0,5; p<0,05). Estimam-se uma mortalidade de 6,4/100.000 na ausência do rastreamento e redução de 1,3/100.000 mortes por câncer uterino a cada acréscimo em 0,1 (10%) na cobertura de rastreamento.
Conclusão
Variação temporal e espacial do rastreamento apresentou correlação com a redução da mortalidade por câncer uterino. Resultados revelam a importância do rastreamento deste câncer.
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