22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE01 - Aspectos teórico-conceituais em epidemiologia (TODOS OS DIAS) |
32424 - VIÉS ATRIBUÍVEL AO DESFECHO COMPOSTO FREDI ALEXANDER DIAZ QUIJANO - UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO, FACULDADE DE SAÚDE PÚBLICA.
Antecedentes: Há pouca orientação sobre como os desfechos compostos devem ser interpretados, especialmente em situações de direção variada na associação entre os subtipos de eventos.
Objetivos: Propus um índice para avaliar o viés atribuível aos desfechos compostos (BACO: Bias Attributable to Composite Outcome) e apliquei-o em ensaios clínicos publicados recentemente.
Métodos: Defini o índice BACO como a razão entre os logaritmos das medidas de associação do desfecho composto e seu componente mais relevante (por exemplo, mortalidade por qualquer causa). Utilizando a combinação não linear de parâmetros, com base no método delta, calculei os intervalos de confiança e realizei testes do tipo Wald para a hipótese nula (índice BACO = 1). Apliquei esse método em ensaios clínicos sistematicamente selecionados e em outros dois ensaios pré-selecionados que considerei “controles positivos”. Esses últimos estudos são reconhecidos exemplos de desfechos compostos primários que foram desconsiderados devido à inconsistência com o efeito do tratamento na mortalidade.
Resultados: Os valores do índice BACO diferentes da unidade foram classificados considerando se o uso de desfechos compostos superestimou (índice BACO >1), subestimou (índice BACO entre zero e <1) ou inverteu (índice BACO <0) a associação entre exposição e o prognóstico. Em três de 23 ensaios clínicos identificados e nos dois controles positivos, os índices BACO foram significativamente menores do que um (p <0,005).
Conclusão: Com base no teste do índice BACO, os pesquisadores podem predefinir regras para tomar decisões imparciais sobre como manter um desfecho composto como o primário ou para indicar precauções em relação à sua interpretação.
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