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22/11/2021 - 09:00 - 18:00
PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS)

33219 - AVALIAÇÃO DO PROGRAMA CRIANÇA FELIZ: DESCRIÇÃO DAS CRIANÇAS CONFORME ESCOLARIDADE MATERNA
PROF. INÁ S. SANTOS - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EPIDEMIOLOGIA. FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS, PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL – UFPEL, RAQUEL SIQUEIRA BARCELOS - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EPIDEMIOLOGIA. FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS, PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL – UFPEL, PROF. TIAGO NEUENFELD MUNHOZ - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EPIDEMIOLOGIA. FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS, PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL – UFPEL, CAUANE BLUMENBERG - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EPIDEMIOLOGIA. FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS, PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL – UFPEL, PROF. CESAR VICTORA - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EPIDEMIOLOGIA. FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS, PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL – UFPEL, CAROLINE CARDOZO BORTOLOTTO - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EPIDEMIOLOGIA. FACULDADE DE MEDICINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS, PELOTAS, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL – UFPEL


Objetivo: Comprar as crianças dos grupos intervenção (PCF) e controle, na segunda etapa (T1) da Avaliação do Impacto do Programa Criança Feliz, após estratificação por escolaridade materna (0-8 ou ≥ 9 anos). Métodos: A Avaliação do Impacto do Programa Criança Feliz é um estudo randomizado, controlado (1:1), em 30 municípios de seis estados da Federação (Bahia, Ceará, Goiás, Pará, Pernambuco e São Paulo). Utilizou-se teste qui-quadrado (variáveis categóricas) e teste t de Student (variáveis contínuas), com nível de significância de 5%, para analisar diferenças em idade das crianças, cuidador principal da criança, taxa de amamentação atual, hospitalização após a visita da linha de base e frequência a creche no momento da entrevista. Resultados: Foram acompanhadas 92,8% (n=3.008) das 3243 crianças da amostra da linha de base. Nos grupos PCF e controle, independente da escolaridade materna, a idade média das crianças foi 18,6 meses (DP = 3,5 meses) (p=0,919) e, de cada 10 crianças, 9 tinham a mãe como cuidadora principal. A taxa de amamentação atual nos controles e PCF foi, respectivamente, 49,5% e 54,2% nas mães mais escolarizadas (p=0,136) e 48,7% e 53,9% nas demais (p=0,043). Em comparação às mães com 0-8 anos de escolaridade, no grupo controle, as crianças das mães mais escolarizadas apresentaram maior frequência de hospitalizações (13,6% versus 9,8%) (p=0,042); e, no grupo PCF, menor frequência a creches (4,1% versus 7,1%) (p=0,031). Conclusão: Os resultados mostram a importância da escolaridade materna na distribuição de outros determinantes da saúde e desenvolvimento infantis, em populações de baixo nível socioeconômico.

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