22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
33521 - CONTINUIDADE DO CUIDADO NA GESTAÇÃO E PÓS-PARTO À MULHER E AO RECÉM-NATO SONIA DUARTE DE AZEVEDO BITTENCOURT - ENSP/FIOCRUZ, ELENICE MACHADO DA CUNHA - EPSJV/FIOCRUZ, ROSA MARIA SOARES MADEIRA DOMINGUES - EPSJV/FIOCRUZ, BARBARA ALMEIDA - ENSP/FIOCRUZ, MARCOS AUGUSTO BASTOS DIAS - IFF/FIOCRUZ, JACQUELINE ALVES TORRES - ANS, MARIA DO CARMO LEAL - ENSP/FIOCRUZ
O estudo objetiva estimar a adequação da linha de cuidado da atenção à saúde durante a gestação e o pós-parto em puérperas e recém-nascido (RN) usuários do SUS e verificar os fatores associados. Foram utilizados os dados obtidos na entrevista hospitalar, no cartão de pré-natal e na primeira entrevista telefônica de 12.646 mulheres participantes do estudo Nascer no Brasil (2010/11). Descreve-se as características sociodemográficas e obstétricas das mulheres e a estimativa de adequação de indicadores de cuidado pré-natal e pós-parto. Em seguida apresenta-se a cascata de cuidados das ações relativas ao cuidado da mulher e RN. Por último, verifica-se os fatores maternos associados à adequação da linha de cuidado, por regressão logística múltipla. Foram considerados de adequação satisfatório: início até a 16a semana de gestação e número adequado de consultas; a orientação sobre qual maternidade procurar para ter o parto, a orientação para comparecer ao serviço de saúde para realizar a consulta de puerpério e a realização do teste do pezinho. A consulta de puerpério, a primeira consulta de rotina do RN e recebimento do teste do pezinho apresentaram adequação insatisfatória. Na análise conjunta dos indicadores que dizem respeito à efetiva utilização dos serviços, apenas 1,5% das mães e RN receberam todos os cuidados em saúde recomendados. Mulheres com menor escolaridade e multíparas apresentaram as menores chances de continuidade do cuidado. Conclui-se que quase a totalidade das mulheres e RN apresentaram uma assistência parcial e desarticulada, indicando que a coordenação do cuidado ainda é um desafio no período gravídico puerperal.
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