22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
33561 - AVALIAÇÃO DA CONCORDÂNCIA DO RESULTADO CITOPATOLÓGICO DO COLO DO ÚTERO NO SISCAN LUCIANA LEITE DE MATTOS ALCANTARA - UFRJ, MARIA BEATRIZ KNEIPP DIAS - INCA, RENAN MORITZ VARNIER RODRIGUES DE ALMEIDA - UFRJ, JEANE GLAUCIA TOMAZELLI - INCA
Objetivo: Avaliar o grau de concordância dos resultados dos exames citopatológicos informados nos exames histopatológicos com o resultado dos exames citopatológicos prévios registrados no Sistema de informação do câncer (SISCAN).
Método: Através de relacionamento determinístico foram identificados os exames citopatológico e histopatológico da mesma mulher. Comparou-se o resultado citopatológico informado no exame histopatológico do SISCAN em 2019 com o exame citopatológico anterior, realizado em até 200 dias (3º QT), registrado neste mesmo sistema. Utilizou-se o teste Kappa para medir o grau de concordância entre estes diagnósticos por região. Para exames discordantes foi avaliada a proporção os diagnósticos de maior gravidade do histopatológico.
Resultados: Avaliou-se 15.622 registros de mulheres que realizaram o exame histopatológico no Brasil em 2019. O grau de concordância entre o diagnóstico citopatológico apresentados na requisição do exame histopatológico e o diagnóstico do exame citopatológico prévio no Brasil foi substantivo (Kappa=0,63). Averiguou-se maior concordância entre os diagnósticos na região Sudeste (Kappa=0,64) e menor concordância na região Centro-Oeste (Kappa=0,59). Entre os prestadores das capitais, apresentaram maior concordância Sul (Kappa=0,78) e Sudeste (Kappa=0,73). Entre as demais cidades, Nordeste (Kappa=0,65) e Sudeste (Kappa=0,62) apresentaram maior concordância. Dentre os resultados discordantes, 47,8% dos diagnósticos citopatológicos registrados no histopatológico foram de maior gravidade.
Conclusão: A discordância pode expressar perde de seguimento de exames citopatológicos que necessitam de investigação diagnóstica e que não foram realizados no SUS e também, para localidades que não implementaram o SISCAN, o exame anterior pode estar na base do SISCOLO.
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