22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
33787 - DIFICULDADE DE ACESSO A SERVIÇOS DE SAÚDE POR IDOSOS NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO–ESTUDO SABE ELAINE CRISTINA TÕRRES OLIVEIRA - UNCISAL / FSP-USP, MARÍLIA CRISTINA PRADO LOUVISON - FSP-USP, DORALICE SEVERO DA CRUZ TEIXEIRA - FSP-USP, YEDA APARECIDA DE OLIVEIRA DUARTE - FSP-USP
Objetivo: Verificar a prevalência de dificuldade entre idosos para acessar serviços de saúde e sua associação com características demográficas, socioeconômicas e de saúde. Métodos: Trata-se de um estudo transversal que utilizou os dados do Estudo Saúde, Bem-estar e Envelhecimento(SABE). A população é composta por idosos (≥60 anos), de ambos os sexos, residentes na área urbana da cidade de São Paulo. Para esta análise, utilizou-se os dados da coorte 2015, contendo uma amostra de 1.221 indivíduos. Foram verificadas as prevalências de dificuldade de acesso a serviços de saúde e, por meio de regressão logística, os fatores associados. Resultados: Observou-se que 37,03% dos idosos referiram dificuldade para acessar serviços de saúde, quando precisaram. Essa dificuldade foi maior entre idosas (42,3%), faixa etária 60 a 64 anos (45,2%), raça/cor preta (58,8%), analfabetos (44,5%), solteiros (44,3%), sem renda própria (54,9%), sem plano de saúde (51,9%), com autoavaliação da saúde ruim/muito ruim (54,7%), com multimorbidade (40,1%), frágeis (47,2%) e que usavam cinco ou mais medicamentos (40,8%). Após análises, verificou-se que ser do sexo feminino, não ter plano de saúde, ter autoavaliação de saúde regular/ruim/muito ruim e estar em condição de fragilidade aumenta o risco de dificuldade de acesso. Conclusão: Verificou-se importante prevalência de idosos que referiram dificuldade para acessar serviços de saúde quando precisaram, sendo fator de risco para o desfecho sexo, plano de saúde, autoavaliação de saúde e fragilidade. A identificação de dificuldade no acesso do idoso a serviços de saúde mediante necessidade revela entraves que precisam ser modificados para garantir equidade no cuidado.
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