22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
33879 - PADRÕES DE CONTRACEPÇÃO E PLANEJAMENTO REPRODUTIVO DE MULHERES URBANAS FERNANDA GONTIJO ARAÚJO - UFMG, BRUNA NICOLE SOARES DOS SANTOS - UFMG, GUSTAVO VELASQUEZ-MELENDEZ - UFMG, FERNANDA PENIDO MATOZINHOS - UFMG, MARIANA SANTOS FELISBINO-MENDES - UFMG
Objetivo: Estimar padrões de contracepção em mulheres usuárias dos serviços públicos de saúde segundo o planejamento da gestação.
Métodos: Estudo transversal com 216 mulheres, gestantes e puérperas, usuárias das Unidades Básicas de Saúde de Belo Horizonte. Dados foram coletados por entrevistas presenciais sobre planejamento da última gestação e quanto ao uso de métodos contraceptivos (MC). Utilizou-se o teste qui-quadrado e exato de Fisher para avaliar as diferenças entres os grupos.
Resultados: Do grupo estudado, 62% tiveram gestações não planejadas, 77,9% estavam usando MC nos dois anos anteriores à gestação, sendo o desejo de engravidar (42,9%) o motivo principal por não usar MC. Os métodos mais utilizados foram: pílula (52,1%), injetáveis (27,1%) e preservativo masculino (14,2%); 78,8% das mulheres estavam satisfeitas com o MC, apesar de 49% desejar outro MC, sendo o DIU mais citado (51,3%). O desejo de engravidar (34,2%), seguido por problemas de saúde/efeitos colaterais (18,8%) foram os principais motivos de interrupção, sendo que 26,8% engravidaram em uso de MC. Observou-se que mulheres que usavam MC nos dois anos anteriores à gestação (62,8%); que interromperam o uso (93,3%) ou não usavam MC(66,7%) devido a problemas de saúde/efeito colaterais; que engravidaram usando MC (97,5%); que estavam insatisfeitas com o MC (81,3%) e gostariam de usar outro MC (78,4%) apresentaram maiores prevalências de gestações não planejadas.
Conclusão: Observou-se elevada prevalência de gestações não planejadas sendo problemas relacionados ao acesso, mas principalmente à continuidade do uso de métodos contraceptivos.
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