22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
35776 - O USO DE INDICADORES NA AVALIAÇÃO DA POLÍTICA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE, APARTIR DE 2012 MARIA OLIVIA SOUSA COSTA - UNIFACS, JOSÉ EUCLIMAR XAVIER MENEZES - UNIFACS
Este trabalho objetiva demonstrar como a exclusão e/ou não pactuação de indicadores de saúde induzem em prejuízos na avaliação da Política Nacional de Vigilância em Saúde. Tem início apresentando a evolução dos indicadores de pactuação inteferderativa do Ministério da Saúde, a partir de 2012, com ênfase nos indicadores de morbidade e mortalidade, vinculados aos agravos à saúde pública. Na sequência investiga se as alterações no quantitativo de indicadores foram acompanhadas de redução de despesas em Vigilância em Saúde. Baseado em método dedutivo, com abordagem quantitativa, utilizou pesquisa descritiva, a partir de estudo exploratório, com dados coletados de forma indireta. Os indicadores correspondem às variáveis do estudo, com suas pactuações a partir de 2012, destacando os que avaliam agravos à saúde. Os resultados demonstram que, o rol de indicadores de pactuação interfederativa, apresentou fragilidades a partir de 2016, tendo como uma das consequências, prejuízos no monitoramento de agravos de saúde pública, assim como no planejamento e na avaliação da gestão em saúde. Essa redução, não seguida de redução da mortalidade de várias doenças, nem tão pouco dos internamentos de tantas outras, não implicou em redução de despesas em vigilância em saúde no período. Portanto, os indicadores suprimidos nos últimos anos, ou não considerados de pactuação obrigatória, apresentam relevante importância no cenário epidemiológico, pois permitem o monitoramento de várias doenças consideradas como negligenciadas pela OMS, que não apresentaram redução significativa no período, exigindo execução de ações de saúde pública na redução do agravo, bem como na prevenção de surtos ou epidemias.
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