22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
36079 - OFERTA DE ATENÇÃO ODONTOLÓGICA ÀS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NOS CEO DAS CAPITAIS BRASILEIRAS IZABEL CRISTINA VIEIRA DE OLIVEIRA - UFMA, TASSIA SILVANA BORGES - CEULP ULBRA, ERIKA BARBARA ABREU FONSECA THOMAZ - UFMA, ALINE SAMPIERI TONELLO - UFMA, ANA MARGARIDA MELO NUNES - UFMA, REJANE CHRISTINE DE SOUSA QUEIROZ - UFMA
Objetivo: Descrever a oferta de atenção odontológica especializada no sistema público de saúde para pessoas com deficiência e analisar a relação da infraestrutura dos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) com os indicadores socioeconômicos e demográficos nas capitais brasileiras. Métodos: O estudo transversal utilizou dados secundários obtidos da avaliação externa do 1º ciclo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade dos Centros de Especialidades Odontológicas (PMAQ-CEO), coletados em 2014, e dos indicadores sociodemográficos obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados em 2010. Foram incluídos no estudo os 123 CEO localizados nas 27 capitais brasileiras. Resultados: Nas capitais, o aparelho de sedação esteve presente com menor frequência (6,5%), enquanto os corredores adaptados para uso de cadeiras de rodas esteve presente com maior frequência (76,4%). A maioria dos dentistas possui especialização, mestrado ou doutorado na área de interesse. As capitais apresentaram tempo médio de espera para atendimento de 19,8 dias, com 78,0% de completude do tratamento desses pacientes e com demanda reprimida a nível hospitalar. As capitais brasileiras apresentam diferenças nas ofertas dos serviços às pessoas com deficiência, identificando-se que melhores condições de infraestrutura dos CEO estão relacionadas com melhores indicadores sociodemográficos das capitais. Conclusão: As capitais brasileiras apresentaram diferenças na oferta de atenção odontológica às pessoas com deficiência nos CEO, principalmente relacionadas à infraestrutura e à baixa completude dos tratamentos.
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