22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
36132 - SAÚDE DO IDOSO: A PERCEPÇÃO DE PROFISSIONAIS DA ATENÇÃO BÁSICA, DF. RUTH DA CONCEIÇÃO COSTA E SILVA SACCO - FIOTEC, PATRÍCIA MAIA FONSECA ESCALDA - FCE-UNB, AMANDA DE SIQUEIRA CABRAL - FCE-UNB, RAÍSSA GOMES MAGALHÃES - FCE-UNB
Objetivos: identificar a percepção de profissionais da Atenção Básica à Saúde sobre potencialidades e fragilidades na linha de cuidado ao idoso numa região de saúde do Distrito Federal, Brasil. Métodos: Estudo descritivo, quali-quantitativo, realizado em quatro unidades básicas, com a participação de cinco equipes da Estratégia Saúde da Família e 33 profissionais de saúde. Utilizou-se a técnica de “casos traçadores” como marcadores para analisar processos de cuidado e identificar profissionais de saúde com os quais conduziu-se entrevista semiestruturada. Estas foram gravadas, transcritas e analisadas por meio de análise de conteúdo. Identificou-se o perfil dos profissionais de saúde a partir de questionário e fez-se análise descritiva. Houve prévia aprovação em Comitê de Ética em Pesquisa com Seres humanos. Resultados: a maioria eram mulheres (69,7%), de 30 a 39 anos (48,5%), que nunca haviam trabalhado com idosos (60,6%) e com vínculo exclusivo (75,8%). Enfermeiros (33,3%), profissionais formados há menos de 10 anos (48,5%) e egressos de universidades públicas (57,6%) predominaram. Identificaram-se quatro categorias de análise: modelo de atenção, humanização no atendimento, recursos organizacionais e atendimento na atenção especializada. Potencialidades estiveram mais presentes do que fragilidades, reforçando-se visita domiciliar, vínculo, acolhimento, escuta qualificada e valorização profissional enquanto tecnologias potentes. Fragilidades incluíram absenteísmo profissional, carência de recursos materiais e infraestrutura, e falhas de comunicação entre os níveis de atenção. Conclusões: É preciso qualificação de recursos humanos, investimento em recursos materiais e de infraestrutura, e em mecanismos que reduzam absenteísmo para melhor desenvolvimento de ações voltadas à promoção da qualidade de vida na velhice.
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