Pôster Eletrônico

22/11/2021 - 09:00 - 18:00
PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS)

36169 - PERCEPÇÃO DE MORADORES SOBRE OS IMPACTOS EM SAÚDE DO PROGRAMA VILA VIVA, BELO HORIZONTE
LÍDIA MARIA DE OLIVEIRA MORAIS - UFMG, ELIS BORDE - UFMG, THAIS FELISBERTO PEREIRA - UFMG, HELENA LOPES DE BARROS - UFMG, MARIA CECÍLIA ASSIS ARAÚJO - UFMG, RAUL LANSKY DE OLIVEIRA - UFMG, LAURA PARREIRAS - UFMG, MARIA ANGÉLICA DE SALLES DIAS - UFMG, AMÉLIA AUGUSTA DE LIMA FRICHE - UFMG, WALESKA TEIXEIRA CAIAFFA - UFMG


Objetivos:
Intervenções estruturais no ambiente físico urbano para melhorar as condições de habitação, transporte e espaços públicos promovem benefícios na saúde e bem estar dos moradores. A maioria das avaliações dessas intervenções, no entanto, não abordam suas consequências não intencionais e possivelmente deletérias para a saúde, incluindo efeitos de remoções e transformações nas formas de vida. Este trabalho propõe uma perspectiva crítica sobre os efeitos das intervenções na saúde, assumindo a complexidade de interações entre contextos individuais e transformações estruturais nas vilas.
Métodos:
Análise de 120 entrevistas semiestruturadas realizadas entre 2014 e 2018 com residentes de 4 assentamentos urbanos informais incluídos no programa PAC Vila Viva, Belo Horizonte, norteada pelo "Framework Method" e análise de conteúdo com auxílio do software Dedoose.
Resultados:
A percepção de efeitos na saúde e no bem-estar varia entre pessoas direta e indiretamente afetadas pelas intervenções. Diferenças também foram observadas entre grupos sociais, especialmente em relação às remoções. Grupos altamente vulnerabilizados (renda familiar até um salário mínimo) tenderam a perceber as alternativas habitacionais oferecidas como uma melhoria significativa para sua qualidade de vida enquanto grupos menos vulnerabilizados (RF de três ou mais SM) tiveram uma percepção deletéria, problematizando a precariedade arquitetônica das construções, a limitação de mobilidade e alterações na vizinhança.
Conclusões:
Intervenções como o Vila Viva têm efeitos que interagem com iniquidades pré-existentes e podem implicar tanto na percepção de melhora como degradação da saúde dos moradores. A compreensão das assimetrias nesses efeitos requer pesquisas multimétodos e abordagens sensíveis e contextualizadas territorial, histórica e socialmente.

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