22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
36289 - CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS E ATITUDES DOS PROFISSIONAIS FRENTE AO USUÁRIO DE ÁLCOOL NATÁLIA ROCHA HENRIQUES MAGELA - PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARAQUARA, PATRICIA RODRIGUES SANINE - FACULDADE ESTADUAL DE MEDICINA DE BOTUCATU, UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”, FLÁVIA HELENA PEREIRA PADOVANI - FACULDADE ESTADUAL DE MEDICINA DE BOTUCATU, UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO”
Objetivo: Avaliar a associação das características sociodemográficas de médicos e enfermeiros da Atenção Primária à Saúde (APS) com suas atitudes quanto ao consumo, uso abusivo de álcool e o alcoolismo. Métodos: Pesquisa avaliativa com profissionais de um município do interior de São Paulo. Utilizou-se formulário eletrônico estruturado que abordava características sociodemográficas e atitudes frente aos usuários de álcool, ao alcoolismo e à pessoa com transtornos relacionados ao uso do álcool. As atitudes foram calculadas pelas médias dos escores (M). Considerou-se atitude negativa (M<2,5), intermediária (M entre 2,5 e 3,5) e positiva (M>3,5). Utilizou-se ANOVA seguido do teste de Tukey, t de Student para amostras independentes e coeficiente de correlação linear de Pearson, considerando p<0,05. Resultados: Dos 94 profissionais atuantes no município, 65 participaram. Possuíam experiência com alcoolistas (67,7%) e menos de 15 anos de atuação na profissão (63,1%). Ser do sexo masculino e ter cor da pele branca associou-se com atitudes positivas frente ao álcool, alcoolismo e ao alcoolista (atitudes gerais) e residir sozinho, com atitudes positivas com a bebida alcoólica e o direito de consumo (p<0,05). Maior consumo em quantidade de doses e em frequência, pelos profissionais, também, associou-se com atitudes positivas em relação à bebida alcoólica e o direito de consumo (p<0,05). Conclusão: A identificação de atitudes mais positivas entre homens com cor da pele branca, que moravam sozinhos e que bebiam com maior frequência e quantidade demonstram reflexos da estigmatização da doença evidenciados na influência do hábito de beber desses profissionais.
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