22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
36353 - MICROGESTÃO NO CUIDADO AO IDOSO: AVALIAÇÃO NORMATIVA EM UNIDADES BÁSICAS DE SAÚDE RUTH DA CONCEIÇÃO COSTA E SILVA SACCO - FUNDAÇÃO DE APOIO À FIOCRUZ (FIOTEC), PATRÍCIA MARIA FONSECA ESCALDA - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, FACULDADE DE CEILÂNDIA, CURSO DE SAÚDE COLETIVA (UNB/FCE), MARCELLA GUIMARÃES ASSIS - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, ESCOLA DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DEPARTAMENTO DE TERAPIA OCUPACIONAL (UFMG), PAULO RICARDO DOS RAMOS CARDOSO - SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL (SES/DF), SÍLVIA MARIA FERREIRA GUIMARÃES - UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS, DEPARTAMENTO DE ANTROPOLOGIA (UNB/DAN)
Objetivos: Esse estudo se propôs avaliar a utilização de ferramentas de microgestão em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de uma região de saúde do Distrito Federal, em ações voltadas a idosos. Métodos: Conduziu-se avaliação normativa em quatro UBS utilizando-se matriz de avaliação da gestão, subdividida em dimensões, subdimensões e critérios, que emergiram da Portaria nº 4.279/2010, que estabelece a organização das Redes de Atenção à Saúde (RAS). A classificação final resultava em: avançada, intermediária e incipiente. O estudo foi aprovado em Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos. Fez-se a consolidação dos resultados em planilha eletrônica e posterior análise descritiva. Resultados: Nenhuma UBS estava em estágio Avançado da microgestão, três estavam em Intermediário e uma Incipiente. Menores pontuações foram quanto ao Modelo de Atenção (maiormente tradicional) e à Humanização (com fragmentação do cuidado). Estrutura física deficitária e absenteísmo de profissionais foram dificultadores. Comunicação efetiva com gestão local foram identificadas como facilitadores. Conclusões: A microgestão se utiliza de ferramentas, tais como gestão da condição de saúde, gestão de casos, auditoria clínica e listas de espera, que compõem a gestão da clínica e são um pressuposto ao funcionamento das RAS. Sua utilização auxilia na adequação da oferta de ações ao envelhecimento populacional. As UBS necessitam de avanços na microgestão para qualificar o cuidado ofertado, principalmente quanto à implementação de modelo de atenção cuja integralidade seja atingida, de modo a ser garantido acesso oportuno e resolutivo para a população idosa nesta região de saúde.
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