22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
36449 - AVALIAÇÃO DA REFERÊNCIA/CONTRARREFERÊNCIA EM SAÚDE BUCAL NOS CEO DO BRASIL, 2014-2018 NILCEMA FIGUEIREDO - UFPE, DANILO RODRIGUES DE SOUZA ALMEIDA - UFPE, YAN JACINTO CONSELHO - UFPE, REBECA SANTOS DO NASCIMENTO - UFPE, GABRIELA DA SILVEIRA GASPAR - UFPE, PAULO SÁVIO ANGEIRAS DE GOES - UFPE, KÉTURA MARINHO DOS SANTOS - UFPE, GIOVANNA TARQUINIO SALES MUNIZ - UFPE
Objetivos: Avaliar a referência e contrarreferência em saúde bucal na Atenção Secundária em Saúde do Brasil entre os ciclos do PMAQ/CEO. Métodos: Realizou-se estudo quantitativo, descritivo e comparativo, a partir da análise de dados secundários da avaliação externa do Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade dos Centros de Especialidades Odontológicas (PMAQ-CEO). Foram investigados 930 e 1042 Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) do Brasil, respectivamente no 1º (2014) e 2º (2018) ciclos. Resultados: A despeito da análise comparativa entre os ciclos, observou-se melhoria para todos os padrões de qualidade investigados. Destacam-se que houve ampliação da demanda referenciada (57,3% para 61,2%; o Apoio Matricial passou de 70,6% para 86,7%. Quanto ao CEO e a rede de atenção: a existência de protocolos clínicos de encaminhamento entre ESB/USF e CEO, era acima de 50% e passou para acima de 70%; a contrarreferência mais frequente é através de fichas específicas (83,2% para 93,4%) em detrimento de sistemas informatizados/prontuário eletrônico. Apesar da melhora, o Brasil tem apenas 18,4% dos CEO que usam prontuário eletrônico integrado a rede de dados em saúde. Conclusões: Os resultados sobre a referência e contrarreferência apontam uma melhoria entre os ciclos para maioria dos padrões de qualidade analisados. Contudo, há desafio quanto informatização do sistema de referência e contrarreferência, que comprometem a integralidade pela falta de interoperabilidade das ações nos níveis de atenção primária e secundária em saúde bucal. A implementação da Estratégia de Saúde Digital (eSaúde) para o Brasil pode favorecer esta mudança.
|