22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE02 - Avaliação de sistemas, políticas, programas e serviços de saúde (TODOS OS DIAS) |
37035 - IMPACTO DA PANDEMIA COVID-19 SOBRE O RASTREAMENTO MAMOGRÁFICO NO BRASIL EM 2020 DÉBORA MARIA RODRIGUES MOTA - UFC, ANA CAROLINA FILGUEIRAS TELES - UFC, ANTÔNIO SÉRGIO DE AGUIAR REGES - UFC, BRENDA REGIO GARCIA - UFC, EDUARDA SOUSA MACHADO - UFC, EMANUEL CINTRA AUSTREGÉSILO BEZERRA - UFC, FABIANA GERMANO BEZERRA - UFC, LETÍCIA NOGUEIRA FALCÃO DO CARMO - UFC, MARIA CLARA TOMAZ FEIJÃO - UFC, MATEUS COELHO GONDIM DE OLIVEIRA LIMA - UFC, VITÓRIA MOREIRA SOARES - UFC, CÍCERA CHAVES LOBO - UFC, LUIZ GONZAGA PORTO PINHEIRO - UFC
Introdução: O rastreamento mamográfico é o padrão ouro disponível para identificação de lesões mamárias em estágios iniciais. Em virtude da pandemia do Covid-19, foi recomendado pelo Instituto Nacional do Câncer a suspensão do rastreamento no período de pico da pandemia, o que impacta significativamente sobre o rastreio de novos casos de câncer mamário (CM) no Brasil.
Objetivo: avaliar o impacto da pandemia COVID-19 sobre o rastreio do CM através da realização das mamografias no Brasil e suas regiões.
Métodos: estudo ecológico realizado na base de dados abertos do Sistema de Informações Ambulatoriais do Sistema Único de Saúde referente às mamografias realizadas no período de 2013 a 2020, na plataforma DATASUS. Os critérios foram: informações em saúde epidemiológicas e morbidade, mamografias por local de residência, UF de residência, ano competência, exames e população alvo para o tipo mamografia de rastreamento.
Resultados: Entre 2013 a 2019 houve aumento progressivo da quantidade de mamografias realizadas em todas as regiões. Ao compararmos os anos 2019 e 2020 foi observado redução do número de mamografias, da ordem de 21,25% na região norte, 39,12% no nordeste, 38,67% no sudeste, 41,44% no sul e 45,71% no centro-oeste e média nacional de 40,15%
Conclusão: Foi constatado uma grande perda para o rastreio do CM no Brasil, considerando o diagnóstico precoce, associado a suspensão do rastreio nos períodos de pico da pandemia. Isso impactará negativamente sobre o tratamento de início precoce para essa doença. Necessitamos elaborar medidas para contornar mais esse obstáculo.
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