22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE06 - Epidemiologia da saúde da criança (TODOS OS DIAS) |
33409 - FATORES DE RISCO PARA ESCORPIONISMO FATAL EM CRIANÇAS BRASILEIRAS ANA CAROLINE CALDAS DE ALMEIDA - UFBA, FERNANDO MARTINS CARVALHO - UFBA, YUKARI FIGUEROA MISE - UFBA
Objetivo. Identificar fatores de risco para o escorpionismo fatal em crianças brasileiras. Métodos. Estudo de caso-controle com casos de envenenamento por escorpião (CID X-22) de crianças com até 10 anos, notificados ao Sistema de Informação de Notificação de Agravos (SINAN), entre 01/01/2007 e 18/07/2016, sem informações faltantes. Os casos corresponderam aos óbitos por escorpionismo; os controles foram sobreviventes aleatoriamente selecionados na razão de quatro controles para cada caso. Os fatores investigados foram: sexo, idade, raça/cor, zona de ocorrência, tempo entre o acidente e chegada ao serviço de saúde, unidade de atendimento e tratamento soroterápico. Os fatores de risco foram identificados com análise de regressão logística multivariada, com uso do programa estatístico STATA 12.0. Resultados. Foram investigados 254 óbitos por escorpionismo fatal e 1.083 controles. Após ajustamento do modelo final, os fatores de risco para o escorpionismo fatal em crianças foram: idade ≤5 anos (OR=1,6; IC95%: 1,2-2,1), ocorrência em zona não urbana (OR=2,0; IC95%: 1,5-2,7), chegada tardia ao serviço de saúde (≥3 horas do acidente) (OR=3,0; IC95%: 2,1-4,3), tratamento soroterápico com soro adequado e número excessivo de ampolas (OR=2,2; IC95%: de 1,6-3,1), soro adequado e número insuficiente de ampolas (OR=6,9; IC95%: 3,2-14,8), soro inadequado (OR=5,7; IC95%: 1,2-27,8) e sem uso de soro (OR=5,3; IC95%: 2,9-9,8). Conclusão. O escorpionismo fatal em crianças associou-se a fatores de risco que revelam problemas no acesso ao
serviço de saúde, como ocorrência em zona não urbana e chegada precoce ao serviço de saúde, baixa qualidade do tratamento soroterápico prestado e idade mais jovem da criança.
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