22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE18 - Epidemiologia das doenças crônicas não-transmissíveis (DCNT) - Saúde mental (TODOS OS DIAS) |
37282 - FATORES ASSOCIADOS AO ESTRESSE EM MÃES DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA PANDEMIA DE COVID-19 BRUNA MORETTI LUCHESI - UFMS, ALINE MARTINS ALVES - UFMS, ANNA CARLA BENTO SABEH CAPPI - UFMS, CLAUDINÉIA MACEDO - UFMS, DIENIFFER WENDY MONTEIRO CABRELLI - UFMS, GUILHERME TOSI FEITOSA - UFMS, NAYARA RIBEIRO SLOMPO - UFMS, SERGIO CHOCIAY JUNIOR - UFMS, EDIRLEI MACHADO DOS SANTOS - UFMS, TATIANA CARVALHO REIS MARTINS - UFMS
Objetivos: Avaliar os fatores associados ao estresse percebido em mães de crianças e adolescentes durante a pandemia de COVID-19. Métodos: Estudo transversal, realizado no segundo semestre de 2020, com 822 mães brasileiras (idade ≥18 anos) de crianças e adolescentes. Aplicou-se um questionário on-line contendo dados sociodemográficos e a Escala de Estresse Percebido (EEP-10) - pontuação de 0-40, quanto maior, mais estresse. A análise foi por modelo de regressão linear múltiplo. Resultados: A média de idade das mães foi 37,1 anos, 81,9% tinham companheiro e 79,7% escolaridade >11 anos. Tinham em média 1,8 filhos, sendo 54,9% filhos crianças, 25,3% adolescentes e 19,8% ambos. A maioria das mães (72,9%) trabalhavam, e 69,6% relataram que elas mesmas cuidavam dos filhos, seguidas das que relataram o cuidado por outras pessoas (17,6%) e por elas mesmas e outras pessoas (12,8%). A pontuação na EEP-10 foi 22,7±7,5. As mulheres com menor idade e sem companheiro apresentaram maior estresse. O incremento de um ano de idade representou redução de 0,22 pontos na EPS-10 (<0,01), e as mulheres sem companheiro apresentaram, em média, 1,41 pontos a mais (p=0,04) do que as com companheiro. Conclusão: Os níveis de estresse identificados foram altos, revelando a vulnerabilidade da saúde mental das mães na pandemia. O número de filhos, a idade, e quem cuida dos mesmos não foram determinantes para o estresse. As mães mais jovens e sem companheiro são as mais vulneráveis, evidenciando um subgrupo que merece ser alvo de políticas públicas durante e após a pandemia de COVID-19.
|