22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE24 - Epidemiologia das doenças transmissíveis - HIV/aids e outras ISTs (TODOS OS DIAS) |
35832 - CONHECIMENTO E VULNERABILIDADE ÀS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS. WANNE LETÍCIA SANTOS FREITAS - UFPA, IARON LEAL SEABRA - UFPA, CLEYSLLA CONDE BOTELHO - UFPA, CARMEM IRANY DOS SANTOS OLIVEIRA - UFPA, MARCELA EMILLY DA SILVA PEREIRA - UFPA, CINTIA CRISTINA CARVALHO COSTA - UFPA, ESTÉFANE FÔRO COSTA - UFPA, PAULA VICTÓRIA REIS PARAGUASSÚ - UFPA, LUCIA GONÇALVES - UFPA
Introdução: Populações residentes em periferias de áreas urbanas são mais vulneráveis a infecções, incluindo as sexualmente transmissíveis. Nesses grupos o conhecimento inapropriado sobre infecções sexualmente transmissíveis pode aumentar ainda mais as chances de adoecimento. Considerando esse contexto, foram realizadas análises da associação dos fatores de vulnerabilidade ao conhecimento sobre as infecções sexualmente transmissíveis numa população de aglomerados subnormais da Amazônia brasileira. Método: Estudo transversal realizado em município da região Amazônica com alto percentual de aglomerados subnormais em área urbana e alta incidência de algumas infecções sexualmente transmissíveis. Foram realizadas análises de regressão ordinal para detectar a associação entre os aspectos da vulnerabilidade e o nível do conhecimento sobre infecções sexualmente transmissíveis. Resultados: A média de idade dos participantes foi de 46,09 anos. Houve associação significativa entre o baixo conhecimento e a escolaridade analfabeto/fundamental, renda igual ou inferior a um salário, critério Brasil de classificação econômica C, D e E, estado conjugal solteiro, falta de orientação por profissional de saúde e não receber gel lubrificante. As faixas etárias de 28 a 37 anos e 38 a 47 anos foram associadas ao alto nível de conhecimento Conclusões: Na população do aglomerado subnormal estudada as dimensões social e programática da vulnerabilidade tiveram maior número de aspectos associados ao baixo conhecimento, evidenciando a necessidade de ação de atores sociais presentes no território e que ultrapassam esse limite. Os resultados demonstraram que essa complexa interação entre os aspectos das dimensões da vulnerabilidade não só se limita ao contexto individual, mas também social.
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