Pôster Eletrônico

22/11/2021 - 09:00 - 18:00
PE34 - Epidemiologia em subgrupos populacionais específicos - Saúde da população indígena (TODOS OS DIAS)

37818 - SÍFILIS MATERNA E CONGÊNITA EM POVOS INDÍGENAS: REVISÃO DE ESCOPO DA LITERATURA MUNDIAL
ANDREY MOREIRA CARDOSO - ENSP/FIOCRUZ, EVELIN SANTOS OLIVEIRA - CIDACS/FIOCRUZ BAHIA, ALINE DINIZ RODRIGUES CALDAS - ENSP/FIOCRUZ, IDÁLIA OLIVEIRA DOS SANTOS - CIDACS/FIOCRUZ BAHIA, MARIA AUXILIADORA SANTOS SOARES - CIDACS/FIOCRUZ BAHIA, ROSANA AQUINO - CIDACS/FIOCRUZ BAHIA; ISC/UFBA, ROSEMEIRE FIACCONE - CIDACS/FIOCRUZ BAHIA; IME/UFBA, MAURICIO LIMA BARRETO - CIDACS/FIOCRUZ BAHIA, MARIA YURY ICHIHARA - CIDACS/FIOCRUZ BAHIA


Objetivos: Revisar literatura, mapear evidências atualizadas e identificar lacunas no conhecimento sobre sífilis materna (SM) e congênita (SC) em povos indígenas no mundo, para informar pesquisas e políticas públicas. Métodos: Revisão de Escopo nas bases PubMed, Web of Science, Embase e SciELO. Incluíram-se estudos abordando sífilis em populações indígenas até março/2021, sem restrições. Em seguida, excluíram-se aqueles que não abordavam SM/SC, os sem dados específicos para indígenas e as revisões sem meta-análise. Foram utilizados descritores em Ciências da Saúde e palavras-chave para elaborar 4 estratégias (#1: sífilis; #2: materna/gestacional; #3: sífilis congênita; #4: indígenas), combinadas na busca final (((#1 AND #2) OR #3) AND #4). A seleção foi feita independentemente por dois pesquisadores, seguindo etapas de identificação, triagem (títulos e resumos) e exclusão (texto completo). Resultados: Foram identificados 28 estudos entre 442 inicialmente localizados. Metade foi publicada a partir de 2016, a maioria na América Latina (67,9%; Brasil: 46,4%). Verificou-se maior proporção de estudos sobre acesso à saúde e diagnóstico (39,3%), frequência de SM/SC (28,6%) e qualidade dos dados notificados (19,9%), sendo 39,3% deles seccionais (maioria de soroprevalência) e 35,7% descritivos com dados de vigilância. Identificaram-se dois estudos de coortes, um caso-controle e uma meta-análise. Conclusões: SM/SC permanecem invisibilizadas em povos indígenas. Seus determinantes são pouco investigados embora vivam num contexto de grande vulnerabilidade associada à pobreza, degradação ambiental e conflitos territoriais. Investigações sobre determinantes e impactos de políticas sociais poderão embasar planejamento de intervenções para minimizar iniquidades étnico-raciais na SM/SC e fortalecer o esforço global de eliminação da SC.

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