22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE42 - Farmacoepidemiologia (TODOS OS DIAS) |
32872 - INTOXICAÇÕES POR PARACETAMOL NO BRASIL: ANÁLISES DOS REGISTROS OFICIAIS, 1996-2018 JULIA HIROMI HORI OKUYAMA - UNIVERSIDADE DE SOROCABA, TAÍS FREIRE GALVÃO - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, MARCUS TOLENTINO SILVA - UNIVERSIDADE DE SOROCABA
Objetivo: Descrever as intoxicações por paracetamol no Brasil. Métodos: Análise dos registros disponíveis entre 1996 a 2018 no Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informações Hospitalares (SIH) e Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). No SIM e SIH foram incluídos registros com códigos F55, T39, X40, X60 e Y10 do CID-10. No SINAN procedeu-se identificação e recodificação de todos os produtos comerciais e descontinuados do paracetamol. Os registros foram estratificados de acordo com a faixa etária, sexo e intencionalidade. A partir dos dados anuais e por unidade da federação, calculou-se a média e o erro-padrão de intoxicações por paracetamol em cada estrato. Os casos do SIM, SIH e SINAN por 100.000 habitantes foram calculados por município e por região e comparados à média nacional. Resultados: Identificaram-se 409 registros no SIM, 4.961 no SIH e 3.831 no SINAN. Os óbitos foram mais frequentes em adultos (71,3% ±0,03), homens (51,6% ±0,03) e em tentativas de suicídio (36,5% ±0,03). Nas internações houve maior frequência entre adultos (69,1% ±0,02), mulheres (55,7% ±0,03) e motivação não intencional (78,2% ±0,05). As notificações de intoxicação foram mais frequentes em adultos (67,6% ±2,4), mulheres (75,2% ±2,1) por causa não intencional (68,8% ±3,5). As regiões com mais frequência foram Sul e Sudeste com resultado acima da média nacional de 102 e 15%, respectivamente.
Conclusão: Pessoas economicamente ativas sofreram mais intoxicações. Homens e tentativas de suicídio tiveram maior letalidade nas últimas décadas.
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