22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE42 - Farmacoepidemiologia (TODOS OS DIAS) |
36728 - USO DE PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERÁPICOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA:EVIDÊNCIAS DO PROJETO PROVER BETANIA BARROS COTA - FIOCRUZ-MINAS, ALBERTO ARAÚJO DE CAUX - FIOCRUZ-MINAS, JÉSSICA DE CASTRO ALVES - FIOCRUZ-MINAS, MARIA ANGÉLICA MARTINS BUENO - FIOCRUZ-MINAS, LEILA CRISTINA FERREIRA PASSAGLI - FIOCRUZ-MINAS, ANA KARINE SARVEL DE CASTRO - FIOCRUZ-MINAS, ISABELA CRISTINA MARQUES - FIOCRUZ-MINAS, TATIANA CHAMA BORGES LUZ - FIOCRUZ-MINAS
Objetivos: Investigar a prevalência, o uso de plantas medicinais e fitoterápicos (PMFs) e os fatores associados entre usuários da atenção primária à saúde (APS).
Métodos: Estudo transversal com amostra representativa de 1221 usuários adultos (18 anos) dos serviços farmacêuticos da APS em município polo de saúde de Minas Gerais (234.937 habitantes) combinado com pesquisa documental complementar. PMFs utilizados nos últimos 15 dias caracterizados segundo prevalência, tipo de produto, fonte de indicação e de obtenção. Fatores associados ao uso estimados por meio de regressão logística, com obtenção de Odds Ratio brutas e ajustadas e nível de significância de 5%. Foi pesquisada a inclusão de PMFs na relação de medicamentos essenciais – REMUME.
Resultados: A prevalência do uso de PMFs foi 3,8%, sendo 60% prescritos por médicos. As principais fontes de obtenção foram as farmácias privadas (53%), seguidas das farmácias públicas (45%). As espécies de plantas mais citadas foram Valeriana officinalis (42%), único PMF incluído na REMUME, e Ginkgo biloba (17%). O uso de PMFs foi associado ao sexo feminino (OR= 2,50; IC 95%: 1,11-5,59), raça não branca (OR= 0,52; IC 95%: 0,28-0,94), renda pessoal mensal acima de 1 salário mínimo (OR= 3,48; IC 95%: 1,51-8,01) e diagnóstico de transtorno de ansiedade/depressão -TAD (OR= 2,97; IC 95%: 1,55-5,66).
Conclusões: Ainda que conste da REMUME, o uso de PMFs na APS é pouco frequente e há baixa adesão dos prescritores, que provavelmente estão prescrevendo para mulheres, como terapia adjuvante no tratamento do TAD. Grupos de melhor condição socioeconômica têm mais acesso a essas terapias.
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