22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE42 - Farmacoepidemiologia (TODOS OS DIAS) |
36791 - EFETIVIDADE E SEGURANÇA DOS MEDICAMENTOS BIOLÓGICOS NO TRATAMENTO DA ARTRITE PSORIÁSICA BÁRBARA RODRIGUES ALVERNAZ DOS SANTOS - UFMG, GERUSA ARAÚJO DE OLIVEIRA - UFMG, LUILA CLICIA MOURA HENRIQUES - UFMG, NATÁLIA DIAS BRANDÃO - UFMG, JULIANA ÁLVARES TEODORO - UFMG
Objetivo: Avaliar a efetividade e segurança dos medicamentos modificadores do curso da doença (MMCD) biológicos utilizados no tratamento de Artrite Psoriásica (AP). Métodos: Coorte retrospectiva e prospectiva, na qual foram acompanhados, por pelo menos 6 meses, os pacientes diagnosticados com AP, com primeira prescrição de MMCD biológicos no SUS em Minas Gerais, a partir de 2018 pela Secretaria Estadual de Saúde do Estado de Minas Gerais. Resultados: Foram acompanhados 160 pacientes, dos quais 58,2% eram do sexo feminino, com idade média de 48 anos. O medicamento mais prescrito como primeira linha de tratamento como MMCD biológico, para estes pacientes, foi o adalimumabe (43,7%), seguido pelo medicamento golimumabe (30,6%) e infliximabe (11,25%). Dos 160 pacientes, 35 (21,9%) trocaram de MMCD biológico. Acerca destes pacientes, 5 apresentaram reação adversa, sendo 2 relacionados a náuseas e vômitos e 3 apresentaram reações dermatológicas após administração do biológico. O alvo terapêutico a ser atingido foi avaliado pelo Minimal Disease Activity (MDA). Apenas 11,4% pacientes atingiram os critérios mínimos de MDA, alcançando pelo menos 5 dos 7 critérios estabelecidos para o alvo terapêutico. O grupo em utilização do medicamento infliximabe como primeira linha apresentou uma maior incidência de falha terapêutica (27,7%). É importante ressaltar que como alternativa ao tratamento, o medicamento secuquinumabe foi o mais prescrito (51,4%). Conclusões: A necessidade da troca de um medicamento advém da não inibição da progressão da doença. 88,6% dos pacientes que trocaram, não atingiram a meta terapêutica com o uso medicamento biológico por pelo menos 6 meses.
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