22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE42 - Farmacoepidemiologia (TODOS OS DIAS) |
37896 - OFERTA DE PSICOTRÓPICOS NOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS: RESULTADOS DO PMAQ-AB PATRÍCIA SILVEIRA RODRIGUES - UNICAMP, PRISCILA MARIA STOLSES BERGAMO FRANCISCO - UNICAMP, NOEMIA URRUTH LEÃO TAVARES - UNB, ANDRÉIA TURMINA FONTANELLA - UFRGS, KAREN SARMENTO COSTA - UNICAMP
Psicotrópicos essenciais permitem o tratamento dos TMC, diminuem seu tempo de duração, reduzem a morbidade associada e suas eventuais recaídas. Deste modo, listas de medicamentos pobremente elaboradas, ou problemas na disponibilidade dos psicofármacos, podem levar a prescrições alternativas sem a racionalidade necessária, comprometendo os desfechos em saúde mental. O objetivo deste estudo transversal exploratório foi analisar a oferta de psicotrópicos, por medicamento e classe terapêutica, nas Relações Municipais de Medicamentos Essenciais (Remume), segundo região geográfica e porte populacional. Utilizaram-se dados secundários obtidos no questionário do módulo eletrônico do Programa de Nacional do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ-AB), informado pelo gestor municipal de saúde. Foram analisados dados de 5.057 municípios, referentes a oferta de psicotrópicos nas Remumes. Os resultados demonstraram que os municípios da região Sudeste ofertaram, em maior percentual, todos os medicamentos padronizados na Relação Nacional de Medicamentos (Rename) nas suas Remumes (66,1%). No entanto, a região Nordeste apresentou maior proporção de municípios que não ofertavam nenhum dos medicamentos constantes na lista nacional (7,0%). A classe de medicamentos dos antipsicóticos foi a mais ofertada em todos os estratos populacionais. Na análise da oferta por fármaco, o diazepam foi o psicotrópico mais disponibilizado nas Remumes de todas as regiões brasileiras. A não adesão dos municípios a padronização de medicamentos da Rename podem levar a repercussões na provisão de psicotrópicos, impactando no acesso aqueles medicamentos.
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