22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE42 - Farmacoepidemiologia (TODOS OS DIAS) |
37947 - PREVALÊNCIA DE POLIFARMÁCIA E POTENCIAIS INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA GUSTAVO MAGNO BALDIN TIGUMAN - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, TAYANNY MARGARIDA MENEZES ALMEIDA BIASE - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS, MARCUS TOLENTINO SILVA - UNIVERSIDADE DE SOROCABA, TAÍS FREIRE GALVÃO - UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS
Objetivos: Avaliar a prevalência da polifarmácia em Manaus e investigar a frequência de potenciais interações medicamentosas em indivíduos em polifarmácia.
Métodos: Estudo transversal de base populacional conduzido em Manaus em 2019. Participantes com ≥18 anos foram selecionados por amostragem probabilística em três estágios. O desfecho primário foi a prevalência de polifarmácia, definida como o uso de ≥5 medicamentos concomitantemente. Investigaram-se também as potenciais interações medicamentosas entre os participantes em polifarmácia. Todas as interações foram identificadas e classificadas de acordo com o Micromedex Drug Information como leves, moderadas, graves ou contraindicadas. As razões de prevalência (RP) de polifarmácia foram calculadas por regressão de Poisson com variância robusta com intervalos de confiança de 95% (IC95%).
Resultados: O estudo incluiu 2.321 participantes. A prevalência de polifarmácia foi de 2,8% (IC95% 2,1-3,6%) na população geral adulta e 8,9% (IC95% 2,8-15,1%) em idosos. Losartana (7,0%), dipirona (6,3%), ácido acetilsalicílico (5,2%) e sinvastatina (4,7%) foram os medicamentos mais utilizados. Potenciais interações medicamentosas foram observadas em 74,0% dos indivíduos em polifarmácia; a maioria com ≥4 interações potenciais por pessoa (40,5%), classificadas como graves (59,5%) e com documentação regular (51,9%). A polifarmácia foi maior entre os idosos (RP=3,24; IC 95% 1,25-8,42), estado de saúde ruim (RP=2,54; IC 95% 1,14-5,67), hospitalizações anteriores (RP=1,90; IC 95% 1,09-3,32) e multimorbidade (PR=3,20; IC 95% 1,53-6,67).
Conclusões: A polifarmácia foi comum na população adulta, com alta frequência de interações medicamentosas graves. Estratégias para o uso racional de medicamentos devem ser implementadas em nível populacional para minimizar riscos potenciais aos pacientes em polifarmácia.
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