22/11/2021 - 09:00 - 18:00 PE51 - Vigilância epidemiológica e vigilância em saúde (TODOS OS DIAS) |
37698 - COMPORTAMENTO EPIDEMIOLÓGICO DA HANSENÍASE EM GOIÂNIA NO PERÍODO DE 2011 A 2020 NAYARA FIGUEIREDO VIEIRA - UFG, FERNANDA MOURA LANZA - UFSJ, ISABELA DE CAUX BUENO - UFMG, RAYSSA NOGUEIRA RODRIGUES - UFV, FRANCISCO CARLOS FÉLIX LANA - UFMG
Objetivo: avaliar o comportamento epidemiológico da hanseníase no município de Goiânia no período de 2011 a 2020.
Método: foram calculados indicadores da hanseníase preconizados pelo Ministério da Saúde, como taxa de detecção geral e na população de 0 a 14 anos, aspectos clínicos e características sócio demográficas. Construiu-se série histórica de 2011 a 2020 com casos residentes em Goiânia e utilizou-se o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan net). Foi realizada análise descritiva com os indicadores calculados.
Resultados: no período foram diagnosticados 2.104 casos novos de hanseníase, sendo 57,60% do sexo masculino; 19,53% referiram da 5º a 8º série do ensino fundamental incompleto e 53,85% cor parda. Aos aspectos clínicos, 80,04% foram multibacilares e 5,80% dos casos com grau 2 de incapacidade física. Sobre a taxa de detecção anual de casos novos, constatou-se redução de 24,65 (muito alta endemicidade) para 5,15 (baixa endemicidade) com média de 16,16 casos/ano ao avaliar a série de 2011/2020. Na taxa de detecção de casos de zero a 14 anos, também houve redução, com 2,59 (alta endemicidade) para 0,37 (baixa endemicidade) e média de 2,29 casos/ ano.
Conclusão: a hanseníase persiste como problema de saúde pública em Goiânia, pois constatou-se oscilação de muito alta para alta endemicidade, e apenas em 2020 baixa endemicidade. Essa mesma relação foi observada para o diagnostico em crianças, que traduz a transmissão recente da doença. Assim, acredita-se que a atual conjuntura pandêmica da COVID- 19 pode ter enfraquecido as ações de controle e enfrentamento da hanseníase no município.
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