25/11/2021 - 09:00 - 10:10 COC 58 - HANSENÍASE E LEISHMANIOSE VISCERAL: ANÁLISES ESPACIAS E TEMPORAIS |
38196 - DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO MUNICÍPIO DE BELÉM, NO ESTADO DO PARÁ CLAUDIA DO SOCORRO CARVALHO MIRANDA - UEPA, RAFAEL ALEIXO COELHO DE OLIVEIRA - UEPA, JUAN ANDRADE GUEDES - UEPA, PAULA DORIANI DOS SANTOS BORMANN - UEPA, ROBERTO MOISÉS DA SILVA BITTENCOURT - UEPA, JOSÉ MAURÍCIO QUEIROZ DA COSTA - UEPA, ANDRESSA VULCÃO DA SILVA - UEPA, LUÍS RICARDO DE OLIVEIRA MIRANDA - UEPA, AMANDA SOFIA CARVALHO SILVA - FIBRA, NELSON VEIGA GONÇALVES - UEPA
Objetivo: Analisar a distribuição espacial dos casos notificados de leishmaniose visceral e suas características sociodemográficas no município de Belém, no estado do Pará, no período de 2006 a 2019. Métodos: Os dados epidemiológicos foram obtidos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação da Secretária de Saúde Pública do Pará. Os dados demográficos e cartográficos foram levantados no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Na estatística descritiva foi aplicado o teste Qui-quadrado. Para a análise espacial foram georreferenciados os locais de origem do paciente, tendo como referência a sede do município de residência. Foram utilizadas técnicas de georreferenciamento dos dados com coordenadas geográficas e análise espacial baseada em álgebras de mapas e análise de fluxos, utilizando o software Arcgis 10.5.1. Resultados: Foram notificados 1001 casos da doença. Os indivíduos mais acometidos foram do gênero masculino (60,94%), crianças (64,64%), pardos (82,82%), sem aplicação de escolaridade (53,75%), rurais (57,24%), com entrada por transferência (46,75%) e evolução para a cura (82,2%). Os pacientes notificados procederam de 81 municípios do estado; sendo a maioria do Nordeste Paraense (64,01%) e da Região Metropolitana de Belém (23,98%). A análise do mapa de fluxo evidenciou que os municípios com maiores quantitativos de notificação estão localizados à curta (30,69%) e à média (55%) distâncias de Belém. Conclusões: O estudo mostrou que a distribuição espacial dos casos da doença não foi homogênea, estando relacionada a determinantes sociais, geográficos e demográficos. Ressaltamos a necessidade de implementação de políticas públicas de prevenção da doença.
Palavras-chave: Leishmaniose; Epidemiologia; Fluxo; Análise espacial
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