25/11/2021 - 09:00 - 10:10 COC 63 - AGROTÓXICOS E IMPACTOS NA SAÚDE |
32634 - PREVALÊNCIA DE MULTIMORBIDADE COMPLEXA EM TRABALHADORES RURAIS DO ESPIRITO SANTO GLENDA BLASER PETARLI - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES), MONICA CATTAFESTA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES), MONIKE MORETO SANT’ANNA - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES), OLÍVIA MARIA DE PAULA ALVES BEZERRA - UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO (UFOP), ELIANA ZANDONADE - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES), LUCIANE BRESCIANI SALAROLI - UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO (UFES)
Objetivo: Estimar a prevalência de multimorbidade complexa em trabalhadores rurais e sua associação com características sociodemográficas, contato ocupacional com agrotóxicos, estilo de vida e condição clínica. Métodos: Trata-se de estudo epidemiológico descritivo transversal realizado de dezembro 2016 a abril 2017, envolvendo 806 agricultores do município de Santa Maria de Jetibá/Espírito Santo/Brasil. Multimorbidade complexa foi definida como a ocorrência de três ou mais condições crônicas afetando três ou mais sistemas corporais. Foi utilizado questionário estruturado para coleta de dados sociodemográficos, contato ocupacional com agrotóxicos, estilo de vida e condição clínica. Regressão logística binária foi conduzida para identificar os fatores de risco associados à multimorbidade complexa. Resultados: Dos 806 agricultores convidados, participaram do estudo 790 indivíduos. A prevalência de multimorbidade complexa encontrada foi de 16,7% (n=132). Mais de 77% dos agricultores apresentaram pelo menos uma doença crônica. A hipertensão arterial, dislipidemia e depressão foram as morbidades mais prevalentes. Os fatores de risco que se mantiveram associados a ocorrência de multimorbidade complexa foram idade igual ou superior a 40 anos (OR 2,25; IC95% 1,29 – 3,90), diagnóstico prévio de intoxicação por agrotóxicos (OR 2,47; IC95% 1,31 – 4,63), perímetro da cintura elevado (OR 2,14; IC95% 1,37 – 3,34) e pior autoavaliação de saúde (OR 2,24; IC95% 1,49 – 3,38). Conclusões: Alta prevalência de multimorbidade complexa foi identificada entre os agricultores avaliados. Fatores de risco modificáveis foram associados a esse desfecho nesta população, entre eles intoxicação por agrotóxicos. Políticas públicas de prevenção e controle são necessárias para prevenir múltiplas doenças em trabalhadores rurais.
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