Discussão Temática

26/11/2019 - 08:30 - 10:00
DT8 - VISA de Produtos - Alimentos - Nutrição, Comunicação e Regulação

31825 - ENTEROPARASITAS PRESENTES EM VEGETAIS FOLHOSOS ANALISADOS NO SETOR DE MICROSCOPIA DO LACEN/RN NOS ANOS DE 2017 E 2018
VANESSA MACEDO FREIRE DA COSTA - LACEN/RN, FREDERICO ANDRADE MONTEIRO FILHO - FMUSP/RN, ÍTALO SOARES DE ARAÚJO - LACEN/RN, EUGÊNIO PACELLE DANTAS DA COSTA - LACEN/RN, KLEYTON THIAGO COSTA DE CARVALHO - LACEN/RN, EUTÁLIA ELIZABETH NOVAES FERREIRA DA SILVA - LACEN/RN, JAILMA ALMEIDA DE LIMA - LACEN/RN, MARIA JOSÉ FERNANDES DOS SANTOS - LACEN/RN, ANTÔNIO FRANCISCO FERREIRA SITÔNIO - LACEN/RN


O presente trabalho avaliou a ocorrência de enteroparasitas oriundos de amostras de vegetais folhosos (alface) comercializados em restaurantes de Natal. As análises foram executadas na modalidade Fiscal, atendendo ao Programa Nacional de Monitoramento da Qualidade Sanitária dos Alimentos (PNMQSA) da ANVISA/MS. Como referência para os padrões analíticos foram obedecidas as seguintes legislações em vigor: Resolução – RDC nº 14, de 28/03/2014 – ANVISA/MS, Resolução ANVISA RDC nº 216, de 15/09/2004, Portaria nº 326, de 30/07/1997 – SVS/MS) e Lei 8.078/90 – Código de Defesa do Consumidor/Presidência da República. Entre 2017 e 2018 foram analisadas 13 amostras de vegetais folhosos (alface), sendo a coleta realizada pela vigilância sanitária em restaurantes self-service de Natal. Para essa pesquisa, foi utilizada a técnica de Isolamento e detecção de ovos e larvas de helmintos em alface. Em 2017, quatro amostras foram analisadas, todas com resultados insatisfatórios pela presença de: cistos e trofozoítos de Enthamoeba sp., trofozoíto de Giardia lamblia e Paramecium sp., ovos de: Echinococcus granulosus, Dipylidium caninum, Ascaris lumbricoide, Taenia sp., Trichuris trichiura e Moniezia sp. Portanto, estavam em desacordo com as legislações em vigor, por conterem formas parasitárias associadas a agravos à saúde humana. Também foram encontrados fungos leveduriformes, microalgas, numerosas células de amido, fios de plástico e artrópodes; considerados matérias estranhas indicativas de falhas nas boas práticas de fabricação. Já em 2018, o número amostral cresceu pra nove, também com resultados insatisfatórios. Dentre os enteroparasitas encontrados, destacam-se: cistos de protozoários (Entamoeba sp., Entamoeba histolytica, Endolimax nana, Acanthamoeba sp., Giardia lamblia, Balantidium coli e Chilomastix mesnili), ovos inférteis de Ascaris lumbricoides, Ancilóstoma spp., Trichiura trichuris, Taenia sp., Hymenolepis diminuta, Paragonimus westermani, Schistosoma mansoni, Schistosoma haematobium, Diphyllobothrium latum, Dipylidium caninum, Physaloptera praeputiales, Moniezia sp. e Dicrocoelium dendriticum. Com base nos resultados descritos, em todas as amostras de alface, detectou-se a contaminação por enteroparasitas de relevância epidemiológica, evidenciando falhas na higienização ou manipulação ou acondicionamento dessas hortaliças, nos balcões de exposição ao público, cabendo medidas corretivas urgentes e uma maior fiscalização por parte da Vigilância Sanitária.

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