27/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO32f - Prevenção e vigilância de violências contra idosos |
26379 - PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DAS NOTIFICAÇÕES DE VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS NO ESTADO DA PARAÍBA KENNIA SIBELLY MARQUES DE ABRANTES - UFCG, CÍCERA SARAIVA SOUZA - UFCG, LUCIANA SENA DE SOUZA OLIVEIRA - UFCG, GEOFABIO SUCUPIRA CASIMIRO - UFCG, ARIELI RODRIGUES NÓBREGA VIDERES - UFCG, KILDERY MARQUES DE ABRANTES - UFCG, VERUSA FERNANDES DUARTE - HUJB
Apresentação/Introdução A violência contra o idoso gera consequências desastrosas, causando lesões traumáticas, frustrações, dor, medo, depressão, entre outros. No Brasil, onde o envelhecimento populacional ocorre em ritmo acelerado, os abusos contra essa população tem se evidenciado com maior frequência nos tempos atuais, configurando-se um grave problema de Saúde Pública.
Objetivos Traçar o perfil epidemiológico das notificações de violência contra a pessoa idosa no estado da Paraíba, no período de 2011 a 2014.
Metodologia Trata-se de um estudo ecológico, retrospectivo, de natureza descritiva, com abordagem quantitativa. Foram analisados casos de violência doméstica, sexual e/ou outras violências contra idosos notificados no Estado da Paraíba, obtidos por meio do acesso ao banco de dados do Sistema de Informações de Agravo de Notificação (SINAN), disponibilizado pelo Ministério da Saúde, no Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Os dados foram transportados para o programa Microsoft Office Excel 2010 para elaboração de tabelas, contendo o valor absoluto e percentual, e em seguida foram discutidos.
Resultados No período de 2011 a 2014, o número de notificações de violência contra idosos aumentou. Dos 977 registros, 56,1% referiram-se ao sexo feminino, 86,2% a cor/raça parda, e 48,4% não indicavam a escolaridade. A negligência/abandono e o abuso físico foram os tipos mais comuns, sendo o primeiro mais prevalente entre as mulheres (72,1%), e o segundo, entre os homens (44,5%). Os maus tratos ocorreram principalmente no ambiente doméstico (70,8%), destacando-se entre o sexo feminino (79,9%). A maioria dos idosos foi encaminhada ao setor ambulatorial (75,2%), e 96,2% tiveram alta. Poucos foram os casos que apontaram informações sobre agressor, meio de agressão e repetição do ato.
Conclusões/Considerações Conclui-se que, além de traçar o perfil da violência contra os longevos, o presente estudo também resgata a importância de refletir sobre a notificação desse agravo pelos serviços de saúde. As fragilidades encontradas no banco de dados do SINAN apontam para a necessidade do aprimoramento desse serviço. Sugere-se que novas pesquisas sejam desenvolvidas, contribuindo para o debate deste problema na sociedade.
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