27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC32b - Relações violentas entre parceiros íntimos |
22208 - TRAUMATISMOS MAXILOFACIAIS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA INTERPESSOAL EM BELO HORIZONTE-MG: ANÁLISE DO POTENCIAL DE VITIMIZAÇÃO SEGUNDO OS BAIRROS RAPHAEL CASTRO GUIMARÃES - UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS, AUGUSTO CÉSAR SETTE DIAS - CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA, RODRIGO CARVALHO PINTO COELHO - UNIVERSIDADE VALE DO RIO VERDE, LEANDRO NAPIER DE SOUZA - FOUFMG, CLÁUDIO RÔMULO COMUNIAN - FOUFMG, EVANDRO GUIMARÃES AGUIAR - FOUFMG, MARCELO DRUMMOND NAVES - FOUFMG, FLÁVIO DE FREITAS MATTOS - FOUFMG, CARLOS JOSÉ DE PAULA SILVA - FOUFMG
Apresentação/Introdução A violência no Brasil é um fenômeno extremamente complexo e desafiador. A violência interpessoal é uma das manifestações mais importantes e conexão com as piores condições socioeconômicas. O traumatismo maxilofacial é frequentemente encontrado em vítimas de violência interpessoal. Esse traumatismo está associado à exposição desta região e a tentativa deliberada de atingir a face da vítima.
Objetivos Este estudo analisou o padrão espacial dos casos de traumatismo maxilofacial decorrentes de violência interpessoal a partir do local de residência das vítimas e investigou o potencial de vitimização segundo os bairros da cidade.
Metodologia Os dados de vítimas atendidas em três hospitais de urgência e emergência de Belo Horizonte-MG, entre Janeiro de 2008 e Dezembro de 2010 foram georreferenciados por meio de geocodificação. Para contagem do número de casos por bairros foi efetuado um procedimento de união espacial (Spatial Join). Para estudo do potencial de vitimização, utilizou-se análise de multicritérios por meio da combinação de variáveis sociodemográficas do Censo Demográfico Brasileiro de 2010 referentes ao local de residência. Para esta análise foram consideradas as variáveis que evidenciaram as piores condições do local de moradia das vítimas e da vizinhança.
Resultados Foram identificados 3.202 registros de vítimas de traumatismo maxilofacial decorrentes de violência interpessoal. A localização das residências revelou a formação de 9 hotspots com alto potencial de vitimização na cidade. Os bairros com maior potencial de vitimização apresentaram um padrão bem definido espacialmente, revelando a existência de uma polarização de casos para áreas com desvantagem socioeconômica.
Conclusões/Considerações A metodologia utilizada comprovou a existência de clusters de residências de vítimas. A identificação das populações mais vulneráveis à violência e suas condições de vida devem ser referências prioritárias para o desenvolvimento de políticas públicas de saúde e segurança.
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