27/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC32b - Relações violentas entre parceiros íntimos |
27683 - VIGILÂNCIA DAS VIOLÊNCIAS: UMA ANÁLISE DOS CASOS SUSPEITOS E CONFIRMADOS DE VIOLÊNCIA PELO PARCEIRO ÍNTIMO CONTRA A MULHER EM PERNAMBUCO, 2016 NATÁLIA NUNES DE LIMA - SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO, RENATA VIEIRA DE SOUZA AMARAL - SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO, MAGDA GOMES DA SILVA COSTA - SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO, SANDRA LUZIA BARBOSA DE SOUZA - SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO, JULIANA MARTINS BARBOSA DA SILVA COSTA - SECRETARIA DE SAÚDE DO ESTADO DE PERNAMBUCO
Apresentação/Introdução A violência baseada em gênero constitui uma importante causa de morbimortalidade de mulheres em todo o mundo. Com elevada frequência, ocorre no ambiente doméstico e tem como agressor o companheiro, ex-companheiro, namorado ou ex-namorado, sendo denominada de violência por parceiro íntimo (VPI).
Objetivos Descrever o perfil epidemiológico da violência pelo parceiro íntimo contra a mulher em Pernambuco, no ano de 2016.
Metodologia Estudo transversal sobre os casos notificados de violência perpetrada pelo parceiro íntimo contra mulheres de 20 a 59 anos, registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN). Foram incluídos no estudo todos os casos (3447) de violência em mulheres adultas residentes em Pernambuco; destes, 11 foram excluídos devidos o campo referente aos tipos de violência estarem sem respostas ou ignorados. A análise estatística foi realizada com o auxílio do programa SPSS 10.0. Foram calculadas as frequências relativas e absolutas. Na análise de associação entre os fatores investigados e a violência pelo parceiro íntimo foi empregado o teste do Qui-quadrado de Pearson.
Resultados Foram registrados 2079 (60,5%) casos de violência contra mulher cometida pelo parceiro íntimo em Pernambuco. Em relação aos casos notificados de violência exclusivas 16,6% foram físicas, 10,8% psicológica, 0,6 % sexual. Quanto à sobreposição dos tipos de violência, observou-se maior frequência da psicológica associada à física (26,3%) e menor frequência da física associada à sexual (0,3%). Identificou-se associação entre violência por parceiro íntimo e a faixa etária das vítimas (> 30 anos); residência na Mesorregião do Interior do Estado; local de ocorrência da violência na residência e o relato de ter sofrido mais de um tipo de violência.
Conclusões/Considerações A alta frequência dos casos notificados de VPI contra mulher indicam a necessidade de políticas públicas e estratégias intersetoriais de enfretamento da desigualdade de gênero, que se expressa por meio dos atos violentos. Nesse aspecto, a notificação como componente da linha de cuidado às pessoas em situação de violência contribui para visibilidade dos conflitos silenciados no âmbito privado das relações conjugais.
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