Comunicações Orais Curtas

28/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC32e - Suicídios e feminicídios

22425 - TENDÊNCIA DAS MORTES POR CAUSAS EXTERNAS NA POPULAÇÃO FEMININA EM CAMPINAS NO PERÍODO 2000 A 2015
MONICA CAICEDO ROA - EPIGEO/UNICAMP, MARIANGELA MARINI DOS SANTOS PEREIRA - EPIGEO/UNICAMP, MIRLA RANDY BRAVO FERNANDEZ - EPIGEO/UNICAMP, PEDRO HENRRIQUE DE FARIA - EPIGEO/UNICAMP, RICARDO CARLOS CORDEIRO - EPIGEO/UNICAMP


Apresentação/Introdução
Os óbitos por causas externas ao longo das últimas décadas estão entre a segunda e a terceira maior causa de morte no quadro de mortalidade no Brasil. Na população feminina as mortes ocorrem em menor proporção quando comparadas com as masculinas; e acabam não recebendo a atenção necessária nas pesquisas acadêmicas, no entanto constituem uma causa importante de perda de vidas na população em Campinas.


Objetivos
Descrever a mortalidade por causas externas na população feminina da cidade de Campinas no período 2000 a 2015, baseado nas informações das declarações de óbito do Sistema de Informação de Mortalidade da Secretaria Municipal de Saúde da cidade.


Metodologia
Foram analisadas as declarações de óbitos das falecidas residentes em Campinas entre os anos 2000 e 2015, selecionando especificamente as causas externas do capítulo XX da Classificação Internacional de Doenças versão 10. Para fins de análise, dividiu-se as causas externas em 4 grupos principais: transporte, homicídios, suicídios e outras. Calculou-se o Coeficiente de Mortalidade Padronizado (CMP) por 10.000 mulheres, tomando como referência a população por sexo e idade do censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE.


Resultados
No período morreram por causa externa 2.088 mulheres (CMP 1,16/10.000 mulheres) A principal categoria foram outras causas externas 44,4% (CMP 0,50), os acidentes de transporte 25% (CMP 0,30), homicídios 22,2% (CMP 0,26) e suicídios 8,4% (CMP 0,09). Na categoria outras causas externas as quedas representaram o 76,5% das mortes, a obstrução do trato respiratório o 10,6%, e as complicações derivadas de procedimentos/medicamentos com fins terapêuticos 4% . Mulheres e meninas de todos os grupos de idade morreram por acidentes de trânsito. Os homicídios se concentraram na população mais jovem 15-54 (86%), os suicídios, nas adultas 30-54 anos (58%) e as mortes por outras causas externas nas idosas 77%.


Conclusões/Considerações
As mortes por causas externas em mulheres idosas são notadamente produzidas por outras causas (quedas, afogamento, complicações médicas), os homicídios e suicídios afetam principalmente as mulheres jovens e adultas. Os acidentes de trânsito ocasionam mortes em todas as categorias de idade. O CMP foi permitiu analisar as mortes ajustadas às características da população sendo uma ferramenta importante para a análise das mortes por causas externas.

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