Comunicações Orais Curtas

28/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC32e - Suicídios e feminicídios

26540 - VIOLÊNCIA AUTOPROVOCADA NA REGIÃO DA ILHA DAS CAIEIRAS: VITÓRIA-ES
FRANCISCO SENNA DE OLIVEIRA NETO - MULTIVIX VITÓRIA-ES, LAÍS GOLDNER BARCELLOS - MULTIVIX VITÓRIA-ES, NICOLLE DE OLIVEIRA COELHO - MULTIVIX VITÓRIA-ES, MARLOS CROCE DE BRITO RESENDE - MULTIVIX VITÓRIA-ES, TÂNIA MARA MACHADO - MULTIVIX VITÓRIA-ES


Apresentação/Introdução
A violência autoprovocada ocupa lugar de prioridade na pauta dos problemas sociais, provocando grande impacto na saúde pública e trazendo consequências que interferem na qualidade de vida do paciente, bem como nas relações familiares e sociais. Consiste nos casos de comportamentos suicidas e os autoabusos: autoflagelação, autopunição e automutilação.


Objetivos
O estudo teve como objetivo conhecer o perfil dos pacientes cujos casos de violência autoprovocada foram notificados, além de identificar as práticas mais comuns e as motivações.


Metodologia
Trata-se de estudo descritivo, quantitativo. As fontes de dados foram as fichas de notificação/investigação de violência e as fichas de investigação de intoxicação exógena, registradas no SINAN, no período de janeiro/2016 a setembro/2017. O cenário do estudo foi o território da UBS da Ilha das Caieiras, localizada no município de Vitória-ES. As variáveis analisadas foram: sexo, faixa etária, escolaridade, ocupação, estado civil, orientação sexual, método de violência autoinfligida, motivo informado, presença de transtorno psicológico/psiquiátrico prévio e ocorrência de outros episódios. Das 231 notificações analisadas foram selecionadas 50, por atenderem aos critérios de inclusão.




Resultados
As lesões autoprovocadas ocorreram prioritariamente no sexo feminino, contabilizando 80% das notificações. A faixa etária predominante foi entre 25 e 59 anos, com 44% dos registros, seguida da faixa entre 10 a 19 anos, com 42%. A maioria dos casos foram de indivíduos solteiros (56%) e heterossexuais (66%). A ocupação que apresentou maior número de registros correspondeu aos estudantes. A ingestão abusiva de medicamentos psicotrópicos foi responsável pelo maior percentual de ocorrências, alcançando um total de 38% dos casos. Em 48% das notificações foi indicada a presença de transtorno psiquiátrico/psicológico diagnosticado, com 64% de recorrências.


Conclusões/Considerações
A elevada subnotificação, a falta de capacitação para o adequado preenchimento das fichas de notificação, e a revisão das práticas de prescrição e aviamento de receituários de medicamentos de controle especial figuram entre importantes questões. A qualificação das equipes de saúde para uma abordagem centrada na pessoa faz-se premente para o adequado e oportuno diagnóstico e melhor compreensão dos fenômenos epidemiológicos envolvidos.

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