Comunicações Orais

28/07/2018 - 14:30 - 16:00
CO3j - Exposições químicas, ambiente e saúde 1

26322 - ESTADO DE SAÚDE DE UMA POPULAÇÃO AMBIENTALMENTE EXPOSTA AO MERCÚRIO NA REGIÃO DO BAIXO AMAZONAS
JOHNNASSON DE MEDEIROS SOARES - UFOPA, RÔMULO JORGE BATISTA PEREIRA - UFOPA, LARISSA ADNA NEVES SILVA - UFOPA, AMANDA CHIANCA NEVES - UFOPA, FELIPE AFONSO DOS ANJOS DA COSTA - UFOPA, LUIS REGINALDO RIBEIRO - UFOPA (PPGRNA), HELOISA DO NASCIMENTO DE MOURA MENESES - UFOPA


Apresentação/Introdução
Estudos na Amazônia comprovam a presença de mercúrio (Hg) no ambiente associados à atividade garimpeira e lixiviação do solo. No ambiente aquático, o Hg sofre metilação e se transforma em metilmercúrio (MeHg), que é a forma mais perigosa para a saúde humana. O sistema nervoso central é o principal alvo do MeHg, ocasionando diversos efeitos tóxicos nos seres humanos.


Objetivos
Avaliar o estado de saúde de uma população ambientalmente exposta ao Hg na região do Baixo Amazonas


Metodologia
Foram estudados 90 indivíduos residentes da comunidade do Parauá, situada na área de rios do município de Santarém, Pará, na mesorregião do Baixo Amazonas. Foi coletado 5 ml de sangue periférico de cada indivíduos para realizar a quantificação do nível de mercúrio em um espectrofotômetro de absorção atômica (DMA Direct Mercury Analyser) e foram aplicados questionários a partir do qual foram coletados dados referente ao estado de saúde da comunidade. Foi realizada uma análise descritiva dos níveis de Hg e dos sintomas declarados pelos participantes do estudo. Também foi realizada uma análise de correlação de Spearman pra verificar a correlação entre peso (Kg) e níveis de Hg.


Resultados
O nível médio de Hg encontrado na comunidade do Parauá foi de 49,28µg/L, com a maioria dos indivíduos apresentando níveis de Hg entre 10-50µg/L (58,9%). Calculado o Índice de Massa Corporal (IMC) dos indivíduos, observou-se que a maioria apresentava peso normal (44,4%). Houve uma correlação estatisticamente significativa entre peso e o nível de Hg (rs = 0,24; p = 0,02). Para avaliar os sintomas, a amostra foi estratificada em função dos níveis de Hg em normal (até 10µg/L) e exposto (acima de 10µg/L). No subgrupo dos expostos, os 4 sintomas mais relatados são: dores musculares (36,7%), dor de cabeça (27,8%), diminuição da acuidade visual (18,9%) e perda da memória (14,4%).


Conclusões/Considerações
Os dados encontrados neste trabalho demonstram que os indivíduos estão expostos ao mercúrio com níveis acima do limite tolerado pela OMS e que o aumento dos níveis de Hg está correlacionado significativamente com o aumento do peso corporal. Observa-se também que, na população estudada os indivíduos expostos ao Hg apresentam sintomas relacionados com a exposição ambiental.

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