Comunicações Orais

26/07/2018 - 13:10 - 14:40
CO3c - Exposições químicas, ambiente e saúde 2

21348 - DOENÇAS BENIGNAS DE MAMA EM UMA POPULAÇÃO COM EXPOSIÇÃO CRÔNICA A COMPOSTOS ORGANOCLORADOS
NATALY DAMASCENO DE FIGUEIREDO - IESC/UFRJ, CRAMEN ILDES FROES ASMUS - IESC/UFRJ, AFRANIO COELHO DE OLIVEIRA - FM/UFRJ


Apresentação/Introdução
Os compostos organoclorados apresentam-se amplamente distribuídos no ambiente.
São conhecidos por suas propriedades hormônio-ativas, tendo destaque
a sua atuação como estrogênios ambientais. Discute-se se sua ação prolongada no organismo poderia levar a lesões no tecido mamário associadas ao efeito proliferativo dos estrógenos sobre as células epiteliais da mama.


Objetivos
Esta pesquisa teve como objetivo estimar a ocorrência das doenças benignas de mama em uma população exposta a compostos organoclorados.


Metodologia
Estudo transversal realizado em Cidade dos Meninos (CM) - Duque de Caxias /RJ. Investigou-se mulheres com 35 anos ou mais residentes no local. Utilizou-se um questionário para investigação das condições de exposição com base nas rotas de exposição estabelecidas para o local, além de informações sócio demográficas e variáveis confundidoras. Foram realizados exames de mamografia e/ou ultrassonografia para investigação e categorização de acordo com a classificação Birads. Foram comparados os achados mamográficos classificados nas categorias 2, 3 e 4 com os resultados classificados na categoria 1 (sem achados). Foi feita regressão logística para analise bruta das variáveis de exposição e ajuste.


Resultados
Após ajuste, todas as variáveis de exposição mantiveram-se associadas ao desfecho, porém com baixa significância estatística. Comparando-se os resultados obtidos com a população de Duque de Caxias, verificou-se maior ocorrência em CM (OR = 1,49 – IC 95% 1,305 – 1,699). As variáveis de exposição que apresentaram maior força de associação foram: criação de animais para consumo familiar (OR = 2,25 p = 0,131) e consumo de leite e derivados (OR= 1,85 p – 0,338). A análise ajustada da classificação da população de acordo com o índice de intensidade de exposição > 0 apontou uma maior chance de ocorrência do desfecho pesquisado em 51%, porém sem significância estatística (OR = 1,51; p=0,483).


Conclusões/Considerações
Neste estudo não foi possível estabelecer evidências claras sobre a associação entre a ocorrência de DBM e a exposição crônica aos compostos organoclorados. A limitação em relação ao tamanho da população estudada não nos permite afirmar nem a favor nem contra a associação entre a exposição e a ocorrência de DBM.

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