Comunicações Orais

26/07/2018 - 13:10 - 14:40
CO3c - Exposições químicas, ambiente e saúde 2

22630 - A OCORRÊNCIA DE ANOMALIAS CONGÊNITAS NOS MUNICÍPIOS COM MAIOR PRODUÇÃO DE FUMO NO RIO GRANDE DO SUL
LUCIA HELENA DONINI SOUTO - UFRGS, GRAZIELLA CHAVES TREVILATO - UFRGS, DEISE LISBOA RIQUINHO - UFRGS, MARILISE OLIVEIRA MESQUITA - UFRGS, VITÓRIA LOVATO PINTO - UFRGS


Apresentação/Introdução
O Brasil é o país que mais comercializa agrotóxicos no mundo, e o estado do Rio Grande do Sul destaca-se como um dos maiores consumidores. O tabaco, no ano de 2015, foi o cultivo que empregou a maior quantidade média de litros de agrotóxicos por hectare. A prevalência de anomalias congênitas pode estar associada à exposição humana e ambiental aos agrotóxicos.


Objetivos
Identificar a prevalência de anomalias congênitas e os fatores sociodemográficos maternos nos municípios com maior produção de fumo no estado do Rio Grande do Sul.


Metodologia
Estudo do tipo ecológico, em que foram selecionados seis municípios, dentre os maiores produtores de tabaco do RS: Camaquã, Candelária, Canguçu, Santa Cruz do Sul, São Lourenço do Sul e Venâncio Aires. Os dados secundários foram coletados do DATASUS, nos anos de 2012 e 2015, identificando a ocorrência de anomalias congênitas nos municípios selecionados e os fatores sociodemográficos maternos (idade, raça/cor e escolaridade). As informações da produção de fumo por município foram coletadas da Fundação de Economia e Estatística. A análise dos dados ocorreu por meio da estatística descritiva.


Resultados
Nos municípios selecionados, a faixa etária materna prevalente nos casos de malformações congênitas foi de 25 a 29 anos, a escolaridade predominante foi de 8 a 11 anos de estudo, e a raça/cor prevalente foi a branca com 83% em ambos os anos estudados nestes municípios. Nestes municípios produtores de tabaco selecionados, as anomalias congênitas representaram 0,80% do total de nascimentos em 2012 e 0,99% em 2015. No ano de 2012 a prevalência de anomalia congênita no Rio Grande do Sul foi de 1,01%, e no Brasil foi de 0,77%. Já no ano de 2015, a prevalência no Rio Grande do Sul foi de 0,85%, e no Brasil foi de 0,81%.


Conclusões/Considerações
Estima-se que as anomalias congênitas acometam cerca de 3% a 5% dos nascimentos, esta incidência não foi encontrada, provavelmente porque as anomalias mais graves levam a perdas fetais, e algumas são de difícil diagnóstico. A prevalência de anomalias congênitas foi maior no Rio Grande do Sul do que no Brasil para ambos os anos analisados, o que pode ter relação com a intensa atividade agrícola do estado e o uso de agrotóxicos.

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