28/07/2018 - 14:30 - 16:00 CO1j - Situação do câncer no Brasil |
23466 - MAPEAMENTO DOS FLUXOS ORIGEM-DESTINO DAS INTERNAÇÕES POR CÂNCER DE MAMA NA REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE EM 2011 E 2016 MORGANA THAIS CAROLLO FERNANDES - UNIRITTER, CAMILA NEUMAIER ALVES - UNIRITTER, TIAGO SOUSA PAIVA - UNIRITTER, THIAGO DA SILVA - UNIRITTER, ROGER DOS SANTOS ROSA - UFRGS
Apresentação/Introdução O câncer de mama é uma das principais causas de morte em mulheres em todo o mundo. Hospitalizações poderiam ser evitadas se houvesse prevenção efetiva na evolução dessa doença. Contudo, ante o insucesso observado em diversos territórios, o acesso ao tratamento hospitalar para o câncer de mama depende muitas vezes de deslocamentos entre diferentes municípios.
Objetivos Mapear os fluxos de origem e destino relacionados às internações por câncer de mama na Região Metropolitana de Porto Alegre (RMPA) nos anos de 2011 e 2016.
Metodologia Pesquisa epidemiológica de base populacional, observacional e transversal. Foram selecionadas todas as hospitalizações de residentes na RMPA que internaram na mesma região por câncer de mama (código da Classificação Internacional de Doenças – 10ª edição - C50), em 2011 e 2016. Os dados de procedência (município de residência) e local de hospitalização (município de internação) foram obtidos nos arquivos públicos do Sistema de Internações Hospitalares/ Sistema Único de Saúde (SUS). A análise foi realizada em Microsoft Excel®.
Resultados Em 2011 e 2016, ocorreram respectivamente 1.390 e 1.696 internações de residentes na RMPA por câncer de mama no SUS no mesmo território. A proporção de residentes em Porto Alegre, município-sede da região metropolitana, que internaram por C50 em relação ao total de internações pelo mesmo motivo na RMPA aumentou de 36,6% (509) para 45,0% (764) no período. Contudo, a proporção de internações em Porto Alegre em relação à RMPA (1.829 e 2.270 pacientes de todas as procedências em 2011 e 2016) permaneceu constante passando de 84,9% (1.553) para 83,5% (1.895) de 2011 para 2016. Finalmente, a proporção de residentes em Porto Alegre internados na mesma cidade aumentou de 32,7% para 40,3%.
Conclusões/Considerações O aumento de internações de residentes em Porto Alegre pode ser consequência da reorganização e melhor regulação dos fluxos de atendimento, da centralização na cidade de origem do paciente e de incentivos estabelecidos pelo Decreto 7.508/2011. Cinco anos após essa regulamentação, usuários internaram por câncer de mama mais nos serviços de seus próprios municípios de residência, um aspecto positivo da reorganização do sistema de saúde.
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