27/07/2018 - 13:10 - 14:40 CO1g - Obesidade |
21862 - OBESIDADE E UTILIZAÇAO DE MEDICAMENTOS PARA DOENÇAS CRÔNICAS ASSOCIADAS À OBESIDADE NO BRASIL: DADOS DA PESQUISA NACIONAL DE SAÚDE (2013) KARINA ABIBI RIMES - UERJ, DANIELA SILVA CANELLA - UERJ
Apresentação/Introdução A obesidade é mundialmente reconhecida como um grave problema de saúde pública, assim como sua associação com diversas doenças crônicas não transmissíveis e seus impactos na saúde e nas condições de vida de indivíduos e populações. Estudos sobre a relação entre a obesidade e a utilização de medicamentos ainda são escassos no mundo e inexistentes no Brasil.
Objetivos Descrever a relação entre a obesidade e a utilização de medicamentos destinados a doenças crônicas associadas à obesidade, no Brasil.
Metodologia Foram utilizados dados da Pesquisa Nacional de Saúde (2013), que contempla amostra representativa da população brasileira maior de 18 anos (n=59.400). O estado nutricional dos indivíduos foi classificado, segundo o Índice de Massa Corporal (IMC - Kg/m²), em: baixo peso (<18,5), eutrofia (18,5 a 24,9), sobrepeso (25,0 a 29,9), obesidade grau I (30,0 a 34,9) e obesidade graus II ou III (≥35,0). Foram incluídos seis grupos de doenças crônicas associadas à obesidade: hipertensão, diabetes tipo 2, osteoartrite, doenças cardiovasculares, pulmonares e renal crônica. A frequência e o número de medicamentos utilizados para essas doenças foram descritos segundo o estado nutricional.
Resultados A prevalência de obesidade grau I foi de 14,8% e 6,0% para obesidade graus II ou III. A frequência de indivíduos que utilizaram algum medicamento para hipertensão, diabetes tipo 2, osteoartrite e doenças cardiovasculares aumentou de forma contínua com o aumento da faixa de IMC. Entre os indivíduos obesos graus II ou III, 37% utilizavam medicamentos para hipertensão e 9,7% para diabetes tipo 2; enquanto entre os eutróficos, os percentuais foram de 10,2 e 2,6 respectivamente para as mesmas doenças. Em relação ao número de medicamentos utilizados, verificou-se que o aumento da faixa de IMC resultou em maior frequência de indivíduos que utilizavam um medicamento ou dois ou mais medicamentos.
Conclusões/Considerações O aumento do IMC e, consequentemente, a obesidade estiveram relacionados a maiores frequências na utilização e no número de medicamentos para doenças crônicas a ela associadas. Tais achados são úteis na compreensão das consequências, inclusive financeiras, da obesidade, e podem contribuir para a organização da linha de cuidado do indivíduo obeso, fortalecendo e qualificando a atenção integral à pessoa com essa doença.
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