Comunicações Orais Curtas

29/07/2018 - 08:00 - 09:50
COC1i - Estudos sobre ocorrência de câncer

22817 - PERFIL DAS MULHERES COM CÂNCER DE MAMA RESIDENTES NA REGIÃO NORDESTE DO BRASIL, SEGUNDO CARACTERÍSTICAS SOCIOECONÔMICAS, DO TUMOR E DO TRATAMENTO, DE
MARIANNA FRANÇA VELOSO - PROGRAMA DE EPIDEMIOLOGIA EM SAÚDE PÚBLICA, ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA SERGIO AROUCA/ENSP, FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ/FIOCRUZ, COSME MARCELO FURTADO PASSOS DA SILVA - DEPARTAMENTO DE EPIDEMIOLOGIA E MÉTODOS QUANTITATIVOS EM SAÚDE, ESCOLA NACIONAL DE SAÚDE PÚBLICA/ENSP, FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ/FIOCRUZ, MIRIAN CARVALHO DE SOUZA - DIVISÃO DE EPIDEMIOLOGIA, INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA


Apresentação/Introdução
Mulheres com câncer de mama que esperam por mais de sessenta dias para iniciar seu tratamento tem um pior prognóstico da doença. Na Região Nordeste do Brasil percebe-se um aumento tanto na taxa bruta de mortalidade de câncer de mama quanto na taxa ajustada pela população mundial ao longo dos anos.


Objetivos
Descrever o perfil das mulheres com câncer de mama atendidas nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS), localizados na região Nordeste do Brasil, entre 2006 e 2015, segundo o tempo entre o diagnóstico e o primeiro tratamento


Metodologia
Foi realizado um estudo transversal, utilizando os dados dos Registros Hospitalares de Câncer (RHC). Para avaliar se as diferenças observadas entre as características socioeconômicas, do tumor e do tratamento para as pacientes distribuídas nas faixas de tempo (tratou em até sessenta dias e tratou em mais de sessenta dias) foram significativas aplicou-se o teste qui-quadrado. Para traçar o perfil das mulheres segundo o tempo até o primeiro tratamento foi utilizada a análise de correspondência múltipla.


Resultados
Houve um predomínio das mulheres que tiveram o tempo entre o diagnóstico e o tratamento em até 60 dias. O tempo mediano foi de 48 dias. As duas dimensões da análise de correspondência múltipla explicam 50% da variabilidade total dos dados. Formaram-se três grupos distintos: i) mulheres com até 60 dias entre o diagnóstico e tratamento; ii) mulheres com mais de 60 dias entre o diagnóstico e tratamento; e iii) mulheres com estadiamento avançado.


Conclusões/Considerações
O grupo de mulheres que levou menos de 60 dias para receber o primeiro tratamento tinha melhores condições socioeconômicas, além de aspectos clínicos mais favoráveis a cura do tumor. As classes menos favorecidas economicamente são prejudicadas, pois na maioria das vezes, tem seu diagnóstico tardio por conta do acesso e consequentemente em uma fase avançada da doença, levando mais tempo para iniciar seu tratamento.

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