29/07/2018 - 08:00 - 09:50 COC1i - Estudos sobre ocorrência de câncer |
24328 - MORTALIDADE POR CÂNCER DE MAMA EM MULHERES: UM OLHAR SOBRE AS REGIÕES DE SAÚDE DE PERNAMBUCO EVELINE D'ANDRADA CRUZ - UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO
Apresentação/Introdução O câncer de mama é um problema de saúde pública, no Estado de Pernambuco (PE) se configura como a segunda causa de morte de mulheres por neoplasias. O câncer mamário é considerado multifatorial, e por isso, apresenta taxas de frequência e mortalidade com padrões heterogêneos entre os diversos espaços geográficos de acordo com suas características demográficas, socioeconômicas e de rede de saúde.
Objetivos Traçar o perfil epidemiológico da mortalidade por câncer (CA) de mama em mulheres nas Regiões de Saúde de Pernambuco, no ano de 2015.
Calcular e comparar a taxa de mortalidade por câncer de mama em mulheres entre as Região de Saúde de Pernambuco.
Metodologia Estudo descritivo, transversal, de base quantitativa com dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade. Foi fundamentado na análise de 683 óbitos por CA de mama em mulheres residentes nas 12 Regiões de Saúde do Estado de Pernambuco, e ocorridos em 2015.
Foram descritas e analisadas variáveis referentes ao local de residência, a faixa etária, raça, escolaridade, estado civil e local de ocorrência do óbito. Foi realizado o cálculo das taxas brutas e padronizadas de mortalidade por CA de mama das regiões de saúde. A padronização foi pelo método direto, utilizando como população padrão a população mundial proposta por Segi (1960), e modificada por Doll e colaboradores, em 1966.
Resultados A taxa de mortalidade (TM) por CA de mama variou entre 6,08 e 15,84 por 100 mil/mulheres nas Regiões de Saúde de PE, sendo as maiores taxas registradas nas Regiões de Recife, Petrolina e Limoeiro, com 15,84, 12,12 e 11,62 por 100 mil/mulheres, respectivamente, e as menores, nas Regiões de Saúde de Afogados da Ingazeira (6,08) Arcoverde (6,51) e Garanhuns (6,72).
Mulheres idosas de 70 a 79 e de 80 anos e mais apresentaram maior risco de morte por CA de mama (TM = 66,08 e 102,73/100 mil mulheres, respectivamente), assim como mulheres pardas (n=357; 52,3%) e brancas (n=266; 38,9%); analfabetas (n=111; 16,3%) e de baixa escolaridade (n=166; 24,3%) e as sem companheiros (n=428; 62,6%).
Conclusões/Considerações O estudo evidenciou diversidades marcantes nas TM por CA de mama entre as Regiões de Saúde de PE. Também foi observado o maior risco de morte pela doença para as mulheres pardas, sem companheiro, com 60 anos e mais e com baixo grau de instrução. O conhecimento do comportamento do CA de mama nos espaços geográficos é essencial na composição da rede de saúde que vai subsidiar os cuidados integrais para a redução das taxas de mortalidade da doença.
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